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16 concorrentes para explorar petróleo em bacias terrestres

Um total de dezasseis empresas do sector petrolífero apresentaram propostas de interesse para explorar os nove blocos em licitação nas bacias terrestres do Congo e Kwanza, respectivamente, dentre as quais 13 angolanas e três estrangeiras, segundo anunciou, ontem, em Luanda, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG).

Conforme as propostas apresentadas, a exploração dos blocos em licitação obriga a um investimento anual de 1,17 mil milhões de dólares, sendo que 510 milhões de dólares é quanto se estimou para a perfuração de 51 poços existentes.

De acordo com o júri, presidido por Hermenegildo Buíla, após a apresentação pública, seguir-se-á um período de 45 dias de avaliação das propostas, findo o qual deverão ser apresentados os vencedores, que podem ser empresas individuais ou em joint-venture (acordo comercial entre duas ou mais empresas).

Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), os blocos 6, da Bacia do Congo, e 20, da Bacia do Kwanza, são os mais concorridos. No global, 49 por cento das empresas concorrem como não operador (apenas participa com investimento) e 51 por cento como operador (que controla e realiza as operações de extracção). Os blocos que tiveram maiores propostas foram o seis do Congo, com nove propostas, e o 20 também do Congo, com duas propostas.

Estão disponíveis para candidaturas três (3) blocos da bacia do Congo e seis (6) do Kwanza, num concurso que privilegia as pequenas e médias empresas do sector petrolífero. Conforme a lista, apresentaram propostas as empresas Monka Oil, Brite´s Oil, Mineral One, Prodiam, Allfort Petroleum, Sonangol P&P, MTI  Energy, TuskEnergy, Somoil, Intank Group, Omega Risk Solution, AIS Angola, Prodoil, Upite Oil Company, Servicab S.A e a Petroliferous Grupo Simples Oil & Gas.

Os concorrentes submeteram propostas para todos os blocos listados no Concurso Público, sendo que cinco empresas angolanas (Mineral One, Grupo Simples Oil & Gas, AIS Angola e Allfort Petroleum) participaram como operadores.

Propostas aliciantes
Ao que soube o Jornal de Angola, a maior proposta neste concurso é da MTI  Energy, instituição canadiana, reconhecida internacionalmente e com elevada capacidade financeira. A mesma  apresentou propostas para sete blocos petrolíferos e pretende ser operadora em quase todos os blocos com 50 por cento de participação e, anualmente, participar com mais de dois milhões de dólares em projectos sociais e protecção ambiental.
A empresa canadense apresentou ainda, para o bloco 17, uma participação de 60 por cento e  garante a implementação de quatro poços em cada bloco de interesse.

Quem também concorre com uma proposta bastante aliciante, a seguir  a canadense MTI Energy, é a Sonangol Pesquisa & Produção, que concorre para o bloco 5 da Bacia do Cuanza, como não operador, onde pretende obter 20 por cento de participação. O montante para  a execução dos projectos e protecção ambiental é estimado em dois milhões e meio de dólares.

Já no caso da petrolífera Tusk Energy, pretende explorar quatro blocos como operador e com uma participação de 35 por cento com um montante de participação de 150 mil dólares. O Grupo Simples Oil & Gas concorre para outros quatro blocos  como operador e com uma participação de 30 por cento. Para os projectos de protecção ambiental, a empresa prevê aplicar 200 mil dólares anuais. As restantes empresas estão abaixo desses números.

O presidente do júri, Hermenegildo Buíla, disse ser satisfatório o número de concorrentes, não apenas por cobrir todos os blocos propostos no concurso público, mas também pelo facto de ter uma participação massiva de empresas nacionais com elevada capacidade de resposta.
“Com estes resultados, nota-se que a estratégia para o processo de licitação está a ser cumprido com ri-gor, transparência e sucesso”, reconheceu.

Hermenegildo Buíla disse, por outro lado, em, relação ao operador canadense, esperar que esta possa entrar, efectivamente, no sector petrolífero angolano e tornar-se numa exploradora, pois o facto alavancaria o sector.
Por sua vez, o director da direcção de Estratégia e Gestão de Portfólio da Sonangol, Hélder Nuno Lisboa, acredita que a escolha da instituição em participar no bloco 5 é positiva e bastante aliciante, recordando que mais três empresas concorrem para o mesmo bloco.

Quanto à participação na condição de não operador, Hélder Lisboa realçou ser uma estratégia da empresa, uma vez serem já exportadores em quatro blocos na Bacia do Cuanza, na condição de operador.
Conforme previsto no regulamento do concurso, são parte do jurado, um representante do Ministério das Finanças e outro do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, nomeadamente Ailton Lucas e Carmem Canjungo.
Caso existirem empresas com informações adicionais por submeter, explica a ANPG, prevê-se um tempo adicional de mais 10 dias.

Fonte:JA

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