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Acções de combate aos efeitos da seca garantem o suporte nutricional das crianças

Pelo menos 50 mil crianças, nos municípios de Moçâmedes, Tômbwa, Virei, Bibala e Camucuio, província do Namibe, que apresentam sinais de malnutrição como consequência da seca, estão a ser rastreadas desde Maio deste ano, pela organização não governamental World Vision Angola, no âmbito da implementação do seu projecto de resposta à seca e reforço nutricional nas comunidades de Angola.

O director de programas multilaterais da World Vision Angola, Robert  Jean Bulten, que prestou a informação à imprensa, à saída de um encontro com o governador provincial Archer Mangueira e administradores dos cinco municípios seleccionados, avançou que o projecto prevê, também, a realização de acções de intervenção em vários pontos de água, para beneficiar cerca de 20 mil pessoas.
Robert  Jean Bulten disse que o projecto, que vai até Abril do próximo ano, teve a sua acção inicial com a implementação de um programa de formação dirigido a 190 técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros de várias unidades sanitárias, que estão agora prontos para começar a tratar as crianças mal nutridas.O responsável avançou que as unidades que já receberam produtos terapêuticos e suplementares, também, já começaram a tratar crianças desnutridas. Informou que, no âmbito deste projecto, foram avaliados 22 pontos de água a serem reabilitados.

Segundo o director de programas multilaterais da World Vision Angola, Robert Bulten, no domínio da agricultura, a sua organização prepara a instalação de hortas escolares e comunitárias, e várias pessoas vão aprender a confeccionar alimentos com os produtos cultivados localmente.Quanto a componente de protecção à criança, informou que a World Vision Angola trabalha em colaboração com o Instituto Nacional da Criança (INAC) e o gabinete provincial da Acção Social do Namibe, na revitalização das redes de protecção para resolver os problemas relacionados com as crianças em risco de malnutrição.
Explicou que o projecto serve de resposta às questões de emergência à seca, que a sua organização leva a cabo, até Abril de 2021, em colaboração com o governo provincial e as administrações municipais. “Precisamos de mais tempo para realizar mudanças de alguns comportamentos da população, particularmente em relação às práticas alimentares, e ensinar a população a fazer uma produção agrícola mais sustentável”, disse o responsável.

Robert  Bulten revelou que o orçamento geral do projecto de resposta  multissectorial  à seca e reforço nutricional que a World Vision Angola implementa em 23 municípios da região Sul do país, nomeadamente, nas províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango, é resultado de um empréstimo do Banco Mundial ao Governo de Angola.

O programa de resposta à seca e reforço nutricional nas comunidades do país, desenvolvido pela World Vision Angola, está orçado em seis milhões de dólares norte-americanos, sendo que cada uma das quatro províncias beneficia de projectos avaliados em um milhão e meio, num período de um ano.A nível da província do Namibe, o projecto previa  inicialmente intervir em três municípios, Moçâmedes, Tômbwa e Virei. Mas houve necessidade da sua extensão para mais duas localidades, Bibala e Camucuio, tendo, no geral, atingido 14 comunas e 34 unidades de saúde.


Actividades realizadas 

Na componente nutricional, o relatório de actividades realizadas pela  World Vision Angola, de Maio a 30 de Outubro, no Namibe, informa que o projecto alcançou 99 por cento da meta prevista na formação de técnicos e agentes comunitários.

A organização não governamental promoveu encontros de concertação com a Empresa Provincial de Águas e Saneamento do Namibe e administrações municipais, com as quais definiu os critérios de selecção dos 20 pontos de água a serem reabilitados. Até agora, foram avaliados 22 sistemas de água em 20 comunidades dos municípios do Tômbwa, Virei, Bibala e Camucuio, dos quais 15 aguardam por resultados dos testes técnicos para começarem a receber obras de reabilitação.

Quanto à proteção à criança e do género, foram definidas estratégias  de actuação  com as autoridades provinciais, membros da sociedade civil, entidades eclesiásticas e autoridades tradicionais. A World Vision Angola avaliou, nas fazendas do Giraul de Cima e de Baixo, na comuna do Bentiaba, em Moçâmedes, o dia-a-dia das crianças envolvidas nos trabalhos de lavoura.Em todos os municípios da província do Namibe promoveu acções de formação sobre “Fluxos de Protecção Infantil”, e criou, nas redes sociais, um espaço de interacção com as entidades públicas da província.


Próximas etapas de implementação

Segundo o relatório distribuído ao Jornal de Angola, a World Vision Angola realiza, de Novembro deste ano à  Abril do próximo, 45 mil triagens activas em crianças que vivem na condição de risco, 516 sessões de educação nutricional comunitária, seis demonstrações de cozinha de alcance comunitário, e igual número de acções de educação nutricional projectada nas escolas da província.Durante o período, prevê a distribuição de produtos terapêuticos e suplementares às unidades de saúde, bem como efectuar outras actividades de rotina (supervisão do trabalho, logística, apoios e treinamentos feitos de forma pontual).

A organização prevê ainda a reabilitação dos 20  furos de água já seleccionados e a instalação de equipamentos adicionais, realização de várias acções de formação dos grupos de gestão de pontos de água e a instalação de 26 latrinas em 13 escolas.

O documento anuncia que a World Vision Angola perspectiva a realização de seminários, com várias organizações da sociedade civil, sobre direitos e deveres da criança, formação  de agentes da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas (FAA) em matéria de protecção da criança. Agendou, para as próximas etapas de implementação do seu projecto de resposta à seca e reforço nutricional nas comunidades do Namibe, um programa de criação de hortas escolares e comunitárias, aquisição de sementes e equipamentos de apoio à actividade agrícola.

A distribuição, aos supervisores municipais, de motorizadas de três rodas, de telemóveis às unidades de saúde, além de tabletes para facilitar o trabalho dos supervisores municipais de nutrição, também consta das acções a serem desenvolvidas, até Abril do próximo ano.

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