Terça-feira, Janeiro 31, 2023
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Agnela Barros defende valorização das línguas

A linguista e crítica de arte Agnela Barros defendeu, segunda-feira, no município de Cacuaco, província de Luanda, a necessidade de os angolanos valorizarem cada vez mais as línguas nacionais, como forma de preservação da sua identidade cultural.

Agnela de Barros teceu tais considerações durante a palestra subordinada ao tema “A indústria em África para desenvolvimento sustentável”, que decorreu no Anfiteatro do sítio histórico da Batalha do Kifangondo, no âmbito das comemorações do Dia de África, que ontem se assinalou.
A linguista disse que as línguas nacionais têm um carácter pedagógico e didáctico que serve para socialização e o desenvolvimento dos povos.

“Nós em Angola só fazemos tudo em função da lusofonia, devido ao ideal histórico que temos, de não querer ser angolanos de raiz e sim portugueses ocidentais, espanhóis e esquecemos das nossas origens como mucongo, ovimbundo e cokwe”, disse Agnela de Barros.   
A também crítica de arte reconheceu haver ainda nas comunidades algum complexo das pessoas em comunicar-se em língua nacional, principalmente em espaços públicos como em festas, local de serviço e na rua.

Sublinhou que urge a necessidade das instituições sociais darem maior importância aos nomes culturais como é o caso do Njamba, Panzu, Ngueve, Upesse e Caximalu no sentido de se preservar esse bem cultural.
Agnela Barros lamentou o facto de ainda hoje existirem instituições que descriminam candidatos ao concurso público por possuírem nomes africanos, dando primazia a candidatos com nomes de origem portuguesa.

Por seu turno, o director municipal de Cacuaco do Turismo e Cultura, Henrique Neves, afirmou que África é um continente risonho que, mesmo tendo os problemas sociais económicos e políticos, ainda tem muito para dar pelos conjuntos naturais que possui como o petróleo, diamante e a sua população, enquanto um activo social.

“Precisamos de nos afirmar, para melhor definirmos as nossas políticas e preservar tudo que temos, uma vez que a matéria-prima está aqui. Logo só precisamos fomentar a industrialização das nossas matérias-primas”, disse Henrique Neves.

Apelou aos fazedores de artes no sentido de terem maior criatividade ao fazerem os seus trabalhos, no sentido de uma maior divulgação da cultura africana, em particular a angolana.  

Fonte:JA

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