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Angola tem forte potencial para exploração do asfalto

O país regista, neste momento, índices de ocorrências minerais de asfaltite em oito províncias, o que sinaliza forte potencial para a exploração deste recurso e assim permitir uma elevada poupança ao Tesouro gastos com a importação ainda necessária nos dias de hoje para o cumprimento dos vários programas em curso.

Trata-se das províncias de Benguela, Bengo, Cabinda, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Luanda, Namibe e Zaire, de acordo com o mapa levantado pelo Instituto Geológico de Angola (IGEO).

Estudos feitos na bacia sedimentar do Kwanza comprovam que existe a disponibilidade em quantidade e qualidade de asfaltite que podem ser aplicados nas pavimentações de ruas e estradas visando facilitar a deslocação de pessoas e bens, principalmente nas regiões mais remotas do território nacional.

Ao longo da faixa litoral e com o avanço geológico da bacia, foram detectadas cerca de vinte ocorrências do recurso mineral quase todas relacionadas com os depósitos sedimentares do Cretácico Inferior representados por calcários dolomites e grés.

Esta qualidade geoquímica das ocorrências do asfalto serve de factor impulsionador para que num futuro próximo se possa tirar deles todos os produtos.

Com isso, prevê-se maior valorização do produto, aumento da produção e, consequentemente, da contribuição para o desenvolvimento económico das províncias. Dados históricos dão conta que em Angola, a primeira ocorrência de betumes foi descoberta em 1869, na Bacia do rio Kwanza e nas proximidades da povoação de Libolo, pelo que receberam a denominação de “Libolites”.

Descoberto em 1860, o asfaltite foi inicialmente comercializado como isolante eléctrico e composto impermeabilizante. O asfaltite é a mistura de hidrocarbonetos solúveis em bissulfito de carbono (cs2), eles podem apresentar-se no estado líquido ou sólido com probabilidades de aglutinação.

No 3º trimestre de 2019, a Sonangol Refinação (Sonaref) do total da sua produção, só 2,0 por cento representa a exploração de asfalto. Já no 4º este indicador ficou abaixo de 0,5 por cento.

O país está num processo acelerado de asfaltagem de vias primárias, secundárias e terciárias, pelo que a existência interna de asfalto deve ser vista como um sinal de consolidação da estratégia de desenvolvimento, além de redução de gastos. Estima-se entre 500 mil e 1,2 milhões de dólares o custo do quilómetro de asfalto.

Dados oficiais adiantam que 1.394 quilómetros de estrada, correspondente a 12 por cento da rede nacional de estradas, estão em estado crítico, 2.662 quilómetros de estrada (23 por cento da rede nacional) em mau estado e 3.950 quilómetros de estrada, representando 34 por cento da rede nacional, apresentam estado razoável. Da rede nacional de estradas apenas 3.602 quilómetros de estrada, correspondente a 31 por cento da rede nacional, estão em bom estado.
 
Exploração de ouro

Por outro lado, cresce o interesse de empresas sul-africanas com o sector geológico-mineiro angolano, onde actuam já com várias empresas.

Depois de contactos mantidos com a Ivanplats, mais recentemente, o Instituto Geológico de Angola forneceu à Royal Gold Investiment informação necessária para investir na exploração de ouro em Angola, durante uma sessão técnica realizada na últi-ma quinta-feira, na Centralidade do Kilamba, em Luanda.

O acto circunscreveu-se no âmbito da partilha de informação geológico-mineira para o fomento de investimentos neste domínio, uma acção que o instituto geológico está a realizar com mais regularidade.

Ao que soube o Jornal de Angola, a sessão técnica ocorreu na sequência de um encontro mantido entre o Conselho de Administração do IGEO e representantes da Royal Gold, ocasião em que o consultor técnico Paulo Tanganha foi orientado para prestar apoio aos potenciais investidores.

O mapa geológico dá conta que há indícios de ocorrência de ouro na região de Chicomba, localizada na província da Huíla.

A Royal Gold Investiment é uma empresa sul-africana de investimento, desenvolvimento e treinamento, com interesse primário no desenvolvimento de recursos preciosos no continente africano, em particular, de ouro e diamantes. Com escritórios na África do Sul e Emirados Árabes Unidos, a Royal Gold opera em Angola, República Democrática do Congo, República do Congo e Zimbabwe.

Nestes países, a empresa diz procurar maximizar os respectivos investimentos, além de contribuir não só com a exploração de recursos, mas também a formação técnicas dos quadros, impostos e a geração de centenas de postos de trabalho aos locais, sobretudo jovens nacionais.

Fonte:JA

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