Sábado, Janeiro 28, 2023
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Angola termina sonho com derrota estrondosa

A pesada derrota ontem, embora fosse já expectável, mas não por números a roçar a vulgaridade, diante da Eslovénia, por 118-68, pós fim, pela terceira vez, o sonho de Angola garantir presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio´2020, no Japão.

Tentada a seguir os pergaminhos da Nigéria, única equipa africana que conseguiu por via de um Torneio Pré-Olímpico assegurar o acesso à principal montra desportiva mundial, Angola, que já havia averbado a segunda derrota.

Depois de terem falhado frente à Polónia oportunidade de pelo menos discutirem o jogo até aos últimos segundos, os comandados de Josep Clarós “Pepe”, deixaram antever, na véspera, que coleccionariam novo percalço na competição que decorre no Pavilhão Zalgirio, da cidade de Kaunas, Lituânia, até ao dia 6 do corrente.   Pep e pupilos previam boa exibição, contrariamente fizeram, pois, as evidências de uma equipa ainda em construção e sem o fio condutor desejado são por demais evidentes.  

 Ficou notório a falta de criatividade ofensiva, capacidade de sofrimento o quanto bastasse, discernimento na hora do ataque ao cesto, além de um jogador com missão específica de transportar a bola e organizar o jogo da equipa.  Aliás,  primeiro período é revelador do quão sofrível foi a postura da selecção nos primeiros dez minutos de 40 reservados ao encontro. 

 Diante de uma equipa com Lika Doncic, um dos melhores jogadores da NBA onde alinha pelos Dallas Mavericks, os eslovenos jogaram ao ritmo que bem lhes conveio, por isso permitiram, nos quartos subsequentes, alguma aproximação no resultado. O técnico Aleksander Sekvlic deu-se ao luxo de fazer alinhar 11 dos 12 jogadores e com isso ensaiou diferentes sistemas tácticos de jogo.  

 Nos números, Angola fez nos lançamentos de dois pontos, 33 por cento, contra 71 do opositor. Nos três fez 32 contra 46 e nos ressaltos quer ofensivos e defensivos capturou 35 bolas contra 46.

  Terceira ausência consecutiva 

Após cinco participações ininterruptas, circunscritas em 20 anos, iniciados em 1992, nos Jogos de Barcelona, a Selecção Nacional dilata o hiato de ausência nos Jogos Olímpicos.  

A seguir à conquista do título do Afrobasket´1991, no Cairo, Egipto, os de 1995, em Argel, Argélia, permitiu a Angola disputar os Jogos Olímpicos de Atlanta´96 (Estados Unidos).  

O troféu de 1999 deu primazia na altura aos pentacampeões de estarem em Sidney´2000 (Austrália). O de 2003 possibilitou a ida a Atenas´2004 (Grécia) e o de 2007 qualificou para Beijing´2008 (China).  

Nas referidas edições, em 31 partidas, o combinado angolano ganhou três partidas, perdeu 28, e conquistou o 10º lugar entre 12 participantes nos jogos de Barcelona a melhor classificação.  

Em 1996, nos Jogos de Atlanta, o conjunto liderado, na altura, pelo malogrado Wlademiro Romero, conseguiu evitar o último posto ao ficar em 11º, após vitória convincente sobre a Coreia do Sul, por 99-61, nas classificativas.  

 Nas edições seguintes, Sidney´2000, Atenas´2004 e Pequim´2008, não escapou da 12ª e última posição e não conseguiu qualquer triunfo.

Fonte:JA

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