Sábado, Dezembro 10, 2022
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Conheça os 11 ‘pecados’ do ex-administrador de Viana que o podem levar a responder em juízo

Manuel Marques de Almeida Pimentel, ex-administrador do município satélite de (Viana), ao que tudo indica, deu o tiro no seu próprio pé, ao ser exonerado ao cabo de apenas 11 meses à frente dos destinos daquele que é também o município mais populoso de Angola.

Matias Miguel | Na Mira Crime

Vários factores estiveram na balança para merecer o cartão vermelho, antes mesmo de acabar de aquecer.

Miguel Manuel Pimentel é visto como um quadro sénior, com qualificações apuradas, arquitecto bem-sucedido, e que chegou a ocupar o cargo de Secretário de Estado da Construção; era colega de Ana Paula de Carvalho, actual Governadora de Luanda, de quem foi superior hierárquico.

No entanto, tido como arrogante, terá mandado calar a boca a Paula de Carvalho, numa dessas intervenções, o que terá criado um mal-estar entre ambos, associado isso ao facto de não saber ouvir e de pensar que sabe tudo.

Nessa condição, cometeu vários atropelos no cargo que ocupava. Esta exoneração foi o culminar de todos os males e ainda pode dar em processos-crimes, segundo a nossa fonte.

Como servidor público ter-se-á envolvido supostamente em assambarcamento da coisa alheia, criando assim muitos inimigos.

Os 11 pecados

(I) – Contra ele foi intentado um processo-crime, pelo Engenheiro Nelson Sousa, em litígio número 1285. Numa clara demonstração de poder, revogou uma demolição já assinada pelo seu antecessor de um espaço de 90 mil metros quadrados, no Zango 5, permitindo a sua invasão.

(II) Até à data da sua exoneração, não assinou a declaração de construção muito menos passou o direito de superfície e as invasões prosseguem, por ter rejeitado uma possível negociação com a administração sobre uma parte do referido espaço. É citado também como tendo colocado uma empresa de construção de seu amigo que está a construir casas sociais, numa violação clara daquele que indemnizou os camponeses e preparava o espaço para projectos que poderiam beneficiar uma comunidade.

(III) – Assinou o direito de superfície a favor do senhor Ngangula, suposto dono do mercado do Zango 4, colocando ao relento 151 famílias que residiam no espaço, mas que foram escurraçadas há cerca de 15 dias, quando reclamavam os seus direitos, onde o ex – administrador assumiu ao NA MIRA DO CRIME ter sido enganado.

(IV) – A Empresa Container Solution Lda, de Pedro Ricardo Ferreira da Cunha, mesmo obtendo os direitos de superfície número 318/2021 e 319/2021, desde 08 de Junho/2021. Mas Pimentel, recusa emitir o mandado de demolições de obras existentes, justificando que havia outro engano.

(V) – O caso José Canganjo, sobejamente conhecido, onde Manuel Pimentel, desafiou a justiça e ficou por demolir um espaço que a justiça considerou como tendo sido adquirido licitamente.

(VI) – À entrada do Zango Zero, defronte a Shoprite, há um espaço de 4 hectares, da família Lussaty, não fosse a intransigência dos advogados ameaçarem levar o caso a tribunal, Pimentel abandonaria o gabinete, dirigindo-se ao local para parar as obras já em execução.

(VII) – Por detrás da Max Zango, ficou sem dar solução um litígio de 13 hectares que opõe Tadeu Alexadre, filho de Luís Alexandre, com camponesas. Chamou apenas a empresa para demonstrar que prendeu fiscais corruptos.

(VIII) – Num gesto de pura arrogância, abandonou o gabinete para delegar uma equipa da ENDE da Zona Pacífica para cortar energia no edifício dos magistrados judiciais.

(IX) – É acusado pela família Zizi Jacinto de apoderar-se de 14 hectares na via expressa, a seu favor e revendeu à uma empresa Chinesa, supostamente por 200 milhões de kwanzas, cujos meandros este jornal vai passar dentro de alguns dias.

(X) – Apontam-se fortes negócios de terrenos, ainda em acção, na Zona intermediária entre os prédios da Zona Pacífica e o bairro por detrás da Creche, agora ao cuidado do fiel depositário.

(XI) – A sua aposta em jovens sem qualquer experiência na gestão do Gabinete Jurídico e Gestão Urbana e Urbanístico, sem desprimor das suas qualificações, levou os técnicos ao delírio com a sua exoneração, já que muito destes rapazes davam pareceres a favor de utentes em troca de dinheiro. Populares contactos por este jornal auguram que o novo administrador centre-se mais na solução dos problemas dos munícipes, e não cair na lógica dos seus antecessores, cujo principal trabalho era meter-se nas negociatas de terrenos.

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