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Cúpula da UNITA reúne para abordar as eleições

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reuniu, na quarta-feira, com altos dirigentes do partido, com quem reflectiu sobre as eleições de 2022 e o estado da democracia no país.

Segundo uma nota distribuída ontem, durante o encontro, foram analisadas questões da vida interna do partido, “assim como das incidências dos interesses da comunidade internacional sobre os vários domínios da vida do país”.

No “encontro de reflexão” estiveram presentes o ex-presidente do partido, Isaías Samakuva, e dirigentes que disputaram com Adalberto da Costa Júnior a liderança da UNITA, em Novembro de 2019, como Alcides Sakala, o segundo candidato mais votado, e o general Abílio Kamalata Numa, que ficou em terceiro.

A reunião da cúpula da UNITA acontece numa altura em que Adalberto da Costa enfrenta um processo de destituição no Tribunal Constitucional devido a supostas irregularidades.

De acordo com o documento divulgado pela UNITA, os dirigentes deram destaque “às diferentes variantes do grande desafio da construção do Estado de direito democrático, tendo em conta a realidade vigente, marcada por retrocessos preocupantes e o processo eleitoral de 2022”.

O Tribunal Constitucional (TC) recebeu, em Maio, uma impugnação de um alegado grupo de membros da UNITA, que contesta a actual liderança e aponta supostas irregularidades registadas no congresso, nomeadamente que Adalberto Costa Júnior teria concorrido à liderança sem renunciar à nacionalidade portuguesa.

Nos últimos dias, circulam informações segundo as quais o Ministério Público deu entrada, no início do mês, junto do TC, de uma impugnação do congresso que elegeu o líder daquela força política.   Para esbater a polémica sobre a nacionalidade do líder, o secretariado executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA reagiu, logo em Maio, dizendo que Adalberto Costa Júnior “renunciou e perdeu a nacionalidade portuguesa adquirida” como aferem os “processos examinados” pelo Tribunal Constitucional.

A UNITA refere que no final do encontro de quarta-feira “foram produzidos substantivos subsídios para o aprimoramento do partido com vista ao seu vitorioso desempenho nas eleições”.

Nas últimas eleições, a UNITA foi o segundo partido mais votado, atrás do MPLA que obteve maioria absoluta. No Parlamento, o MPLA ocupa 150 dos 220 assentos, contra os 51 da UNITA.

Fonte:JA

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