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FALTA DE ENERGIA TRAVA AUMENTO DE CURSOS EM PAVILHÃO OCUPACIONAL DA PECUÁRIA

Catumbela – Há mais de cinco anos que o aumento da oferta de cursos de formação no pavilhão ocupacional de artes e ofícios do bairro da Pecuária, em Benguela, está condicionado, por falta de energia eléctrica, apurou a ANGOP.

Inaugurado a 5 de Dezembro de 2015, pelo antigo ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Pitra Neto, e Isaac dos Anjos, à data dos factos governador provincial de Benguela, este centro ocupacional “Pró-Trabalho” presta serviços de formação nas artes de olaria e cerâmica, pintura e escultura, cabeleireiro, manicure, corte e costura e alfaiataria.

O responsável da área administrativa, André Malanga, confirmou que, apesar das várias solicitações feitas à Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), no Lobito, a instituição de formação continua sem energia da rede pública, passados mais de cinco desde a sua abertura.

Falando à ANGOP, André Malanga lamenta que a situação esteja a condicionar a sustentabilidade do estabelecimento, uma vez que impede a abertura de cursos de formação mais atractivos por parte dos jovens, como contabilidade, electricidade e autocad, para além de que torna difícil ministrar outras especialidades.

Segundo ele, por falta de verba por parte do centro para o pagamento de uma factura de prestação de serviço, no valor acima de dois milhões e 500 mil kwanzas, a ENDE estaria, desde 2015, a recusar ligar a energia para o pavilhão.

Para ele, é difícil entender a situação, uma vez que o pavilhão, embora com gestão terceirizada, pertence ao Estado. “Há dois postos de transformação (PT) nas proximidades do local. O do mercado da Pecuária está a sensivelmente 250 metros de distância do centro”.

Com a gestão entregue a uma entidade da Igreja Católica e sem fundo de maneio, a fonte admite não haver verbas para suportar tais despesas. “Recorremos também a várias empresas privadas no ramo da electricidade, mas estão a cobrar um milhão e 700 mil kwanzas para ligar a energia”, disse.

“O padre Eduardo Alexandre, vigário da Diocese de Benguela, assinou um contrato de gestão com as autoridades e imediatamente solicitou à ENDE a ligação de energia eléctrica, mas a resposta foi uma factura de dois milhões e 500 mil kwanzas para este serviço”, lembrou.

Também o Instituto Nacional do Emprego e de Formação Profissional (INEFOP) advogou a solução do problema junto da ENDE, mas sem sucesso, com André Malanga a apontar o adiamento de financiamentos para o centro e a retracção de muitos candidatos, principalmente trabalhadores, dada a impossibilidade de ministrar cursos à noite, como alguns prejuízos decorrentes da falta de electricidade.

“Desde a inauguração do centro, o governo nunca mais entregou nada. E até fomos bater às portas de terceiros para conseguir carteiras”, admitiu, explicando que há um gerador de 800 KVA que chegou a funcionar há algum tempo, mas devido aos custos com combustíveis está paralisado.

Em cinco anos de existência, marcados por enormes dificuldades, o pavilhão ocupacional de artes e ofícios do bairro da Pecuária já formou para o mercado de trabalho aproximadamente 350 jovens nos vários cursos, incluindo pastelaria, decoração e cabeleireiro.

Fonte:Angop

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