Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
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Ministério da Cultura reafirma: “Nós reconhecemos o Bispo Afonso Nunes”

Episcopado Tocoísta revela dados históricos: “12 Mais Velhos nunca foram os legítimos representantes da Igreja de Simão Toco”!

O Bispo Afonso Nunes reafirmou esta semana, em Luanda, que é líder da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo “Tocoístas”, em resposta ao grupo dos “12 Mais Velhos” e explicou que há apenas uma interpretação errónea do acórdão do Tribunal Supremo sobre a legitimidade, mas que não é verdade que a decisão deste tribunal legitima aquele grupo de dissidentes para dirigirem a igreja, nem o proíbe de ser o líder legal dessa denominação religiosa ou de usar os símbolos da igreja de Simão Gonsalves Toco.

A Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo “Tocoístas”, veio a público esta semana para esclarecer alguns equívocos e repor a verdade dos factos em relação a uma série de questões (sobre a actual liderânça da Igreja de Simão Toco) levantadas por um grupo de cristãos auto denominados “12 Mais Velhos”.

O documento público do Episcopado Tocoíta esclarece que a igreja tomou conhecimento que, no âmbito do processo judicial instaurado por um grupo de irmãos “desavindos” que se opuseram ao despacho nº 396/15, de 16 de Novembro, do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, a igreja tomou conhecimento do acórdão proferido pelo plenário do Tribunal Supremo, que confirma a decisão antes citada na 3ª secção da Câmara Cível, Administrativo, Fiscal e Aduaneiro do mesmo tribunal, que declarou nulo o referido despacho nº 396/15, de 16 de Novembro.

De acordo com essa decisão, entende-se que a Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo “Tocoístas”, deve retomar a situação jurídica de 1992, em que “erradamente” reconhecia a Igreja alheia de Deus em três parte, cita o comunicado.

Entretanto, por não se conformar com esse sentido decisório, a Igreja, dentro do prazo legal, interpôs o competente recurso extraordinário de insconstitucionalidade a ser apreciado pelo tribunal Constitucional, para além do recurso que certamente do autor do acto administrativo interporá visando a sua manutenção.

“Para nós, o Estado angolano, ao ter agido como agiu, exarando o Despacho n.º 396/15, de 16 de Novembro, apenas repôs a verdadeira identidade da Igreja, o que sempre defenderemos”.

Esclarecemos que, para todos os efeitos legais, com o recurso ora interposto, o Despacho n.º 396/15, de 16 de Novembro do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos mantém-se em

vigor até os dias de hoje, porque, é válido e eficaz, porquanto, o aludido Acórdão, por não ter transitado em julgado, não produz quaisquer efeitos, sublinha a liderança Tocoísta.

Logo, é preciso explicar que há uma errónea interpretação do Acórdão em questão, veiculada por aqueles que se auto intitulam por “12 Mais Velhos”, não é verdade que a decisão do Tribunal legitima-os como sendo a Direcção da Igreja, muito menos proíbe o Líder da Igreja “Bispo Afonso Nunes”, e os Tocoístas, de continuarem a usar os símbolos da Igreja, defende o documento.

“È pura mentira quando se diz que foi a Organização “12 Mais Velhos” a promotora da IGREJA, desde 25 de Julho de 1949”.

O Epsicopado Tocoíta conta, que de acordo com a história, “até à data do desaparecimento físico do Fundador do Tocoísmo, “Sua Santidade Profeta Simão Gonçalves Toco”, os ditos ‘12 Mais Velhos’ nunca constituíram uma Igreja tal como, nem tão pouco foram tidos como legítimos representantes da Igreja, mas sim um grupo ou órgão específico dentro da estrutura da Igreja, à semelhança de outros então existentes, tais como, os ‘12 Vices’ e os ‘40 Mancebos’”.

Quem foram os “12 Mais Velhos”?

Foram um número de fiéis da Igreja, indicados pelo Profeta Simão Gonçalves Toco, enquanto esteve preso na cadeia de Ndolo e Filtra, no ex – Congo Belga, na companhia de outros seguidores, isto é, no dia 22 de Outubro de 1949, fruto dos efeitos da efusão do Espírito Santo em África. O objectivo da formação daquele grupo era fundamentalmente dirigir orações à Deus, para que a obra não parasse, enquanto o Fundador do Tocoísmo e os demais fiéis encontravam-se na cadeia.

“Eis a composição dos irmãos que foram indicados pelo Santo Profeta, para a constituição do grupo de ‘12 Rapazes’ e não ‘velhos’, como hoje se diz: 1) Mavembo Sebastião, 2) Makuikila Monteiro, 3) Teka Tomás, 4) Tunga Daniel, 5) Mpovi Paulo David, 6)Luku Luwangamu, 7) Kanga Pedro, 8) Sala Filemon, 9) António Ferraz, 10) João Félix, 11) Cula Daniel e 12) Mancota André (todos já falecidos). Citamos a nota de imprensa.

“Logo é pura mentira quando se diz foi a Organização ‘12 Mais Velhos’ a promotora da IGREJA, desde 25 de Jullho de 1949 e com essa afirmação mostrada no ponto anterior, torna-se mais claro e suficiente ver de que lado, afinal, está a verdade”, desabafa o Episcopado da actual liderança dos Tocoístas, que também retoricamente questionaram o seguinte: Então, se são os ‘12 MAIS VELHOS’ os promotores da IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NO MUNDO ‘OS TOCOÍSTAS’, pergunta-se: quem é Sua Santidade o Profeta Simão Gonçalves Toco? Quando foi constituído esse grupo de ‘12 Mais Velhos’ e quem o constituiu”?

Por outro lado, o Despacho n.º 3163 94/72/1ª, de 24 de Setembro de 1974, que corresponde o reconhecimento da Igreja pelas autoridades coloniais portuguesas, cuja cópia aqui exibimos,

como se pode constatar e depreender do seu próprio conteúdo e de forma cristalina, e não outra coisa, senão uma resposta de um requerimento formulado pelo próprio Fundador do Tocoísmo, Profeta Simão Gonçalves Toco às autoridades portuguesas. Se assim não fosse, o mesmo Despacho teria sido dirigido aos ‘12 MAIS VELHOS’; contam.

Como é consabido, após o desaparecimento físico de Sua Santidade Profeta Simão Gonçalves Toco, alguns desentendimentos foram surgindo no seio da Igreja, passando a reinar a vontade dos homens, em detrimento da vontade de Deus, o que veio a dar lugar, infelizmente, ao reconhecimento tripartido de uma mesma Igreja, através do Decreto Executivo 14/92, de 10 de Abril – facto que, obviamente, nunca constituiu vontade do Fundador.

Recorde-se que, até 31 de Dezembro de 1983, a Direcção da Igreja compreendia um corpo de Responsáveis, encabeçado pelo Santo Profeta Simão Gonçalves Tôco, como Dirigente e integrando os seguintes irmãos: Pastores Kutendana João; Pastor Vemba Ambrósio; Samuel Mambo Domingos; Ancião Dombaxe Malungo; demais membros dirigentes como: Cristina Emília Simão Manuel; Juliana Sebastião; Josefina Makiesse; Panzo Filemon; Lopes Martins Panzo; Landu André; Kinfumu Manuel; Konoca Pedro; Muanga Pedro; Dofonso Fernando Manzambi.

18. Da relação nominal acima, importa ressaltar, estão em vida actualmente as irmãs Anciãs Cristina Emília Simão Manuel, Josefina Makiesse, Juliana Sebastião e Dofonso Manzambi e que são testemunhas, explica o documento que avança citando que na referida composição da então Direcção da Igreja, nenhum Responsável integrava nela na qualidade de “12 Velhos” ou “12 Mais Velhos”, como insinua tal grupo de pessoas, ou seja, repita-se, os “12 Velhos” nunca foram a Direcção da Igreja, e como se não bastasse, nenhum dos “12 Velhos” constituiu, sequer, o corpo dos 12 (doze) primeiros Pastores consagrados pelo Dirigente dos Tocoístas, sendo que os contemplados nesta graça, foram apenas os seguintes Responsáveis: Cutendana João; Vemba Ambrósio; Pedro Carlos; Santos Manuel; Anastácio Manuel; André Gouveia; Manuel João Eduardo (ainda em vida); Avelino Manuel (afastado da Igreja por vontade própria, desde 1983); Lopes Martins Panzo; José Manuel Tombias; Fernando Grego; Manuel José Cristóvão, contam.

Para um verdadeiro tocoísta e pessoa de bem e até mesmo para o Estado angolano, o que é o desejável? A divisão ou a existência de uma una, única e indivisível?

O Episcopado deixava essa reflexão no “AR” mas entendem que, os residuais desentendimentos devem ser dirimidos internamente, sem necessidade de beliscar a unidade jurídica da Igreja, muito bem conseguida, pelo que recoradam que Simão Tôco nunca defendeu a divisão da Igreja de Cristo e jamais se pode aplaudir qualquer conduta nesse sentido. Por isso, quer queiram, quer não, o Tocoísmo é e será sempre apenas um, e a sua sede administrativa, eclesiástica universal desta Igreja estará sempre situada na Catedral Tocoísta – Templo do Deus Vivo, na avenida Pedro de Castro Van – Dúnem Loy, no Golfe, para além da Sede Espiritual Universal, em Sadi, Zulumongo, Ntaya, Maquela do Zombo, a Cidade Santa do Grande Rei; reafirmam.

O documento apela que todas as circunscrições eclesiais do universo Tocoísta são orientadas a não cederem a insultos nem a provocações promovidos por aqueles que insistem se rebelando

contra a Igreja de Cristo – Êxodo 14:14. Os cristãos Tocoístas devem ser aqueles que vivem e actuam observando sempre os padrões éticos de Deus, aqueles que não difamam com a sua língua, nem fazem mal ao seu próximo, não cobiçam o que é do outro e falam a verdade cada um com o seu companheiro (Salmos 15:3; Zacarias 8:16), são esses os princípios de todo aquele que se diz ser de Cristo e Tocoísta, de facto, sabe que deve respeitar e observar, exortam.

“Os ditos ‘12 Velhos’, para além de faltarem com a verdade, pensamos que já não se pautam pelas Sagradas Escrituras, por isso, não estamos aqui, nem para responder à ofensas e insultos proferidos contra o nosso Líder Espiritual, pois que, a última vez é do nosso Deus, que É Maior de todos os deuses”, explica o Episcopado Tocoíta à imprensa.

O Bispo Afonso Nunes falou no final de um encontro promovido pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, com representantes de 18 igrejas, para abordar a parceria com o executivo, o reforço da aproximação institucional, o papel das igrejas em tempo da pandemia de Covid-19 e breve informação sobre o processo de reconhecimento de confissões religiosas.

“Eu sou o líder da igreja espiritual da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, por isso, nesta altura não quero aprofundar isso. Estou aqui, quem me convidou é o Governo, que reconhece o meu papel, que conhece quem sou”, disse o bispo.

Segundo Afonso Nunes, participou no encontro a convite do Ministério da Cultura Turismo e Ambiente como líder espiritual.

“E é este o meu papel. Se há um ou outro problema, se há qualquer situação criada por alguém, por um grupo, por indivíduos, não é esta a situação que me traz aqui, a seu tempo certamente sabereis”, salientou.

O eclesiástico sublinhou que “a igreja tocoísta é uma igreja de milhares, que não se pode tomar de ânimo leve”, lembrando que a confissão religiosa tem a sua responsabilidade social e espiritual “muito bem reconhecida” em Angola e internacionalmente.

“Por isso não quero entrar em coisas mesquinhas. A responsabilidade que temos é maior do que outras coisas, é preciso um coração grande como o que tenho”, frisou o bispo, destacando que a igreja atingiu a dimensão que tem “porque Deus ungiu alguém, que achou por bem, por vontade dele, e não por escolha humana”.

Para dar uma ideia da grandiosidade da igreja, Afonso Nunes afirmou que se convocar os seus fiéis para uma actividade, serão vistos “milhões e milhões (de pessoas)”.

O prelado, manifestando abertura para um diálogo com a parte desavinda, afirmou: “Ninguém pode fechar portas para uma abertura, aliás, a nossa missão é continuarmos a criar essa abertura”.

Ministério da Cultura reafirma o reconhecimento do Bispo Afonso Nunes

Sobre as quezilas internas da Igreja de Simão Toco, o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola, Jomo Fortunato, disse que resolver esses problemas “não é função do Estado”.

“O Estado pode aconselhar e o aconselhamento é sempre positivo para encontrar equilíbrios entre partes desavindas, os conflitos religiosos são bíblicos, remontam à própria existência humana, mas temos de encontrar formas de solução equilibrada entre os grupos, as tendências, as cisões e os conflitos internos das igrejas, encontrar formas que venham a mediar esse tipo de conflitos sempre na perspectiva positiva”, afirmou.

Para Jomo Fortunato a igreja Tocoísta é como outra qualquer e se há questões internas, serão resolvidas da melhor maneira. “E nós vamos encontrar as melhores soluções, as soluções positivas, as soluções que satisfaçam a maioria”, disse ainda o ministro da Cultura que também esclareceu que o MINCULT reconhece o Bispo Afonso Nunes, em declaração à imprensa.

Reação

Um comunicado da Igreja Simão Toco distribuído à imprensa adianta que tomou conhecimento do acórdão do Tribunal Supremo, por recurso interposto por “um grupo de irmãos que se opuseram ao despacho nº 396/15, de 16 de Novembro”, do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, decidindo que a igreja retome a sua situação jurídica de 1992, em que “erradamente reconhecia a igreja de Deus em três partes”.

“Entretanto, por não se conformar com o sentido decisório do mencionado acórdão, a igreja, dentro do prazo legal, já interpôs o competente recurso extraordinário de inconstitucionalidade, a ser apreciado pelo Tribunal Constitucional”, refere a nota.

Nesse sentido, “para todos os efeitos legais”, o recurso interposto “mantém-se em vigor, válido e eficaz, porquanto o antigo acórdão não ter transitado, o resultado não produz qualquer efeito”, considerou.

A actual liderança da igreja tocoísta esclarece que há uma “errónea interpretação do acórdão” pelo grupo dos “12 Mais Velhos”, salientando que “não é verdade que a decisão daquele tribunal legitima aquela congregação de dissidentes como sendo a direcção da igreja, nem proíbe o líder da igreja tocoísta Dom Afonso Nunes de continuar a usar os símbolos da igreja”. O comunicado reforça que “quer ou não, o tocoísmo será apenas um”, reafirma a nota.

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