Quarta-feira, Abril 17, 2024
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Presidente da República denuncia desvios de 24 mil milhões USD do Estado

João Lourenço escolheu o jornal norte-americano Wall Street Journal para, em entrevista com data de 11 de Outubro, avançar que nas contas do seu Executivo, ao longo dos últimos anos, durante a anterior Presidência de José Eduardo dos Santos, foram desviados do Estado cerca de 24 mil milhões de dólares norte-americanos.

O Estado angolano foi prejudicado em, avançando com um número preciso, 23,79 mil milhões USD , segundo o Presidente da República, através de contratos fraudulentos com a Sonangol, na ordem dos 13,52 mil milhões USD, mais 5,09 mil milhões via sector diamantífero, com os desfalques a serem produzidos nas empresas Sodiam e Endiama, pertencendo o restante desfalque às empresas públicas de outros sectores públicos sem definir em detalhe.

Esta soma dos desfalques, que o Wall Street Journal sublinha ser o dobro do actual valor das Reservas Líquidas Internacionais do País, e pouco menos que o total da dívida de Angola à China, o principal credor do País, feita por João Lourenço, serviu para detalhar o balanço que faz da sua estratégica luta contra a corrupção.

Isto, numa altura em que Angola, a enfrentar uma gigantesca crise financeira devido à pandemia e ao baixo preço do petróleo, está a lutar em várias frentes para renegociar a sua dívida, atrair investimento estrangeiro e conseguir melhorar a relação com os denominados bancos correspondentes que poderá facilitar o acesso a divisas.

Assim, o Chefe de Estado angolano avançou que, até ao momento, em três anos de governação da sua responsabilidade, já foram recuperados, através de arrestos ou apreensões, mais de 4 mil milhões de dólares em imóveis e outros bens.

Ainda neste contexto, segundo Lourenço, estão em vias de serem recuperados mais 5,4 mil milhões USD através de pedidos de apreensão e arresto feita pela Procuradoria-Geral da República em diversos países, nomeando a Suíça, a Holanda e, entre outros, Portugal e Reino Unido.

Nesta entrevista, o Presidente disse ainda que vai avançar com a privatização de pelo menos 30% da Sonangol.

Essa venda será realizada através de uma oferta pública internacional até ao fim de 2022 e a petrolífera nacional vai passar a estar cotada em bolsa, sendo que isso vai acontecer numa das mais importantes praças financeiras do mundo.

João Lourenço avançou ainda nesta entrevista que a pandemia da Covid-19 foi um responsável pelo atraso nos planos de diversificação da economia nacional.

Explicou ainda que a Administração norte-americana, através do Tesouro, teve um papel na criação dos mecanismos de combate à lavagem de dinheiro e branqueamento de capitais, bem como na formação de pessoal angolano nessa matéria.

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