Sábado, Janeiro 28, 2023
Publicite Aquí
InícioPolíticaPrimeiras certidões de óbito são entregues

Primeiras certidões de óbito são entregues

Dezenas de certidões de óbito emitidas em consequência de conflitos políticos ocorridos no país, no período entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, são entregues, amanhã, às respectivas famílias.

A informação foi avançada, ontem, à imprensa, pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, no final da 5ª reunião ordinária do Conselho de Ministros.
 Francisco Queiroz afirmou que a Comissão de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) continua a receber vários requerimentos para a emissão de certidões de óbito.

Ao referir-se ao acto alusivo ao 27 de Maio, a ter lugar amanhã, no Cemitério de Sant’Ana e no Largo da Independência, em Luanda, o ministro sublinhou que o Estado promove, pela primeira vez, uma celebração em memória de todas as vítimas do “triste acontecimento”.
Ainda ontem, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos e coordenador da Comissão de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), Francisco Queiroz, dirigiu a 12ª reunião ordinária daquela comissão, que teve como objectivo preparar a homenagem às vítimas do 27 de Maio de 1977, que se realiza amanhã.

Francisco Queiroz disse que as comemorações servem para reforçar o espírito de perdão e reconciliação, criar um ambiente de recolhimento e reflexão, de carácter espiritual, com o propósito de levar os angolanos a prestarem homenagem a todos os que morreram a 27 de Maio de 1977.
“Os que perderam a vida, os que perderam os seus ente queridos e os que vivem, ainda hoje, a dor e a mágoa estarão no pensamento de toda a Nação, com o compromisso de tudo fazermos para que nunca mais haja um 27 de Maio na nossa terra”, frisou.

Francisco Queiroz referiu que a data nunca vai ser esquecida e se vai lembrar sempre dela. Defendeu que se lute para que as futuras gerações nunca mais experimentem um episódio trágico como o que ocorreu a 27 de Maio de 1977.
“O perdão e a reconciliação sinceros representam o nosso arrependimento histórico, como garantia cívica e humanista de que nos nossos corações não há mais lugar para ódios, vinganças e ressentimentos, que só destroem a nossa angolanidade”, disse.

Ainda ontem, Francisco Queiroz, em nome da CIVICOP, rendeu homenagem ao dirigente da Fundação 27 de Maio, general José Fragoso, falecido na segunda-feira, por doença.
Em Abril de 2019, o Presidente João Lourenço ordenou a criação de uma comissão para elaborar um plano geral de homenagem às vítimas dos conflitos políticos que ocorreram em Angola, entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002.

A criação da comissão foi oficializada a 4 de Agosto, através de um Decreto Presidencial. O Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas de Conflitos Políticos também prevê a construção de um memorial único para todas as vítimas dos conflitos políticos registados no país, a ser erguido em Luanda, na encosta da Boavista, distrito urbano do Sambizanga.

O plano também orientou as lojas dos registos e as conservatórias que tratam de questões do registo civil, para que prestem o devido tratamento a todos os pedidos de certidões das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, nos termos da Lei do Regime Especial de Justificação de Óbitos.

Bernardino Manje e Gabriel Bunga

Fonte:JA

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Recent Comments