Terça-feira, Janeiro 31, 2023
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Reabilitação de pessoas dependentes é reforçada

O Ministério da Saúde (MINSA) está a estudar a possibilidade da construção de mais centros de tratamento e reabilitação de pessoas toxico-dependentes em outras províncias, para desafogar os serviços da única unidade existente no Bengo.

Este anúncio foi feito, ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, para quem o MINSA pretende, igualmente, criar “Casas Dia”, para o tratamento ambulatório de pacientes.

 O secretário de Estado referiu que, tendo em conta a atenção primária aos cuidados de saúde, o MINSA quer expandir os serviços, não só a nível dos toxicodependentes, mas na prestação de saúde e na capacitação dos recursos humanos.

 Segundo Leonardo Inocêncio, para o caso da toxicodependência foram feitos investimentos como a capacitação e formação de vários profissionais, entre os quais, 41 capacitados em psicologia clínica, sete em farmacêutica, oito técnicos administrativos e 12 líderes comunitários. No que toca ao período de internamento dos pacientes, o MINSA está a trabalhar para a redução do tempo de um ano para um período de seis meses.”Actualmente, estamos a tentar cumprir com os protocolos internacionalmente orientados de um máximo de seis meses de internamento de um toxicodependente, mas já tivemos alturas em que estendemos esse período para um ano”, explicou.

 Leonardo Inocêncio referiu que essa redução vai ajudar o INALUD a acolher e tratar um maior número de utentes que a nível nacional acorrem ao único centro de tratamento de toxicodependentes.

 O secretário de Estado salientou que, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022, constitui prioridade a assistência, prevenção, tratamento, reabilitação e reinserção dos usuários.”Queremos continuar a prestar atenção médica e medicamentosa, diagnóstico terapêutico e de reabilitação a todos os usuários”, assegurou. 
Drogas mais consumidas

As bebidas alcoólicas e a cannabis, vulgo liamba, continuam a ser as drogas mais consumidas pela população angolana, segundo dados apresentados pelo secretário de Estado da Saúde para a Área Hospitalar.

Leonardo Inocêncio referiu que além da cannabis, o craque, a cocaína e a gasolina (através da sua inalação) são outras substâncias tóxicas que lideram os números de pessoas consumidoras de drogas.

 Por exemplo, o MINSA, através do Instituto Nacional de Luta Anti-drogas (INALUD), controla um total de 815 dependentes de drogas lícitas e ilícitas. Deste número, 182 já estiveram internados no Centro de Toxicodependentes da província do Bengo.

O secretário de Estado para Área Hospitalar, recorrendo a dados do INALUD, avançou que, em 2018, o país tinha sob controlo 4.283 dependentes de bebidas alcoólicas. No ano seguinte, este número subiu para 5.182. Em relação ao uso ilícito da liamba, o país tinha registado, em 2016, 1.310 consumidores. 

Por causa do consumo de tais drogas, o INALUD chegou a internar, em 2019, um total de 182 pessoas e reabilitou 130 delas. Neste momento, estão internadas naquele centro de reabilitação 67 indivíduos dependestes de drogas.

 O secretário de Estado, que falava por ocasião do Dia Mundial contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, que se assinala hoje, sob o lema “Partilhe Factos Sobre Drogas – Salve Vidas”, reconheceu que o desafio para o combate às drogas ainda tem um longo percurso a ser feito.

 Leonardo Inocêncio sublinhou que nessa época de pandemia da Covid-19, o confinamento, desemprego, pressão psicológica e outros factores contribuem, significativamente, para a “construção” e aumento de um ambiente propício para o consumo de drogas.

Fonte:JA

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