UNITA PEDE SOLIDARIEDADE COM ÀS VÍTIMAS DAS CHUVAS

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Numa nota emitida neste terça-feira, a UNITA pede solidarieadade para com as famílias angolanas afectadas.
A nota na íntegra!
Hoje, dirijo-me às famílias angolanas profundamente afectadas pelas chuvas que têm assolado várias províncias, em particular Benguela, onde os dados oficiais já registam mais de 25 mortes. A dor destas perdas é incomensurável e, neste momento de luto, o meu pensamento e solidariedade estão com cada vítima e seus familiares.

É momento de repensar o país: investir em planejamento urbano, reforçar a fiscalização das construções em áreas de risco e criar mecanismos de alerta precoce e resposta rápida. O povo deve ser protegido, não punido por viver em condições muitas vezes impostas pela pobreza e pela negligência histórica das autoridades. Cada tragédia como esta é um lembrete doloroso de que a segurança dos cidadãos deve ser central na agenda de qualquer governo.

Apelo às autoridades competentes que atuem com rigor e urgência, mas também que trabalhem em conjunto com as comunidades para identificar soluções duradouras. A solidariedade política deve se traduzir em acção concreta: obras, prevenção e proteção permanente. Que estas perdas não sejam apenas números, mas um catalisador para mudanças estruturais e sustentáveis que salvem vidas.

É por isso que propomos um conjunto de medidas que olham para além do imediato:

1. PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE INUNDAÇÕES:

um instrumento de Estado que envolva ministérios chave, governos provinciais, municipais e comunidades locais, com mapas de risco actualizados, sistemas de alerta precoce e acções de evacuação planeadas consoante o nível de perigo. 

2. ORDENAMENTO TERRITORIAL E REALOJAMENTO DE REALOJAMENTO:

identificar áreas de risco elevado e promover programas de reassentamento digno, com habitação de qualidade, infraestrutura e acesso a serviços básicos. Não é aceitável que famílias vivam permanentemente à mercê da vulnerabilidade. 

3. INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA DE DRENAGEM URBANA E RURAL:
melhorar sistemas de escoamento de água, limpar valas e canais antes da época das chuvas, e reforçar a capacidade de resposta dos serviços municipais de manutenção. 

4. EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DA POPULAÇÃO:
campanhas regulares sobre riscos climáticos e como agir antes, durante e depois de eventos extremos, envolvendo escolas, lideranças comunitárias e meios de comunicação. 

5. GESTÃO DE RESÍDUOS E LIMPEZA URBANA:
Regular a recolha e eliminação de lixo, que bloqueia as valas e canais de drenagem, agravando inundações. Uma política nacional de saneamento preventivo reduz o risco de enchentes.

6. FINANCIAMENTO DE EMERGÊNCIA E SEGURO COMUNITÁRIO:
criar fundos de apoio às vítimas e mecanismos de seguro social que ofereçam suporte imediato às famílias afectadas por desastres naturais.

7. PLANEAMENTO TERRITORIAL SÉRIO E INCLUSIVO:
Redesenhar o uso do solo urbano e periurbano com base em estudos hidrológicos e de risco, para evitar assentamentos em encostas perigosas e linhas de água. Priorizar reassentamentos voluntários em áreas seguras, com infra‑estruturas essenciais, garantindo dignidade e acesso a serviços básicos.

Governar é, acima de tudo, proteger vidas. Este momento exigente convida todos nós a repensar Angola: a forma como ocupamos o território, como estruturamos nossas cidades, como cuidamos dos mais vulneráveis.

Que Angola aprenda com cada desafio e avance mais forte, mais organizada e mais capaz de proteger cada família.

Que Deus abençoe Angola e os angolanos.

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