Olhando para exoneração do governador do KUANZA SUL – Narciso Damásio dos Santos Benedito e a nomeação de EUGÉNIO LABORINHO para o substituir, precisamos olhar para o detalhe- JOSÉ BAPTISTA JORNALISTA

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Algo que muitos comentadores e analistas não incidem os argumentos de razão. Alguns por conveniência política e outros por falta de pesquisa profunda para elucidar a população angolana. E é aqui, onde as vezes a balança pende mais para a conveniência política, do que propriamente para a lucidez verdadeira da população.

O ora governador exonerado, mostrou inexperiência de governação ao permitir que a UNITA (Partido Político), desfilasse numa actividade política, totalmente fardados com o mesmo traje ou equipamento de guerra que usou no período da UNITA EXÉRCITO.

A UNITA PARTIDO POLÍTICO, já não é a UNITA EXÉRCITO (que fique bem claro) e não é nenhuma confissão religiosa como se quer defender, comparando às Confissões Religiosas que possuem núcleos internos distintivamente que algum uniformes para ilustrar o perfil e responsabilidade dos mesmos dentro da igreja em actividades de cultos e não em actividade meramente públicas para o angolano ver, tal como se quer utilizar como um dos exemplos, a igreja KIMBANGUISTA, que narrativamente a UNITA, alguns comentadores e analistas pretendem usar, para justificar a exibição de um fardamento militar usado no período de guerra enquanto UNITA EXÉRCITO e não Partido político!

A igreja KIMBANGUISTA vem do Congo, a sua fundação, vem antes da UNITA existir.

As configurações religiosas têm nas suas estruturas, grupos que actuam uniformizados como os escuteiros e outros, apenas para distinguir o perfil de determinados núcleos ao serviço da Igreja.

A UNITA, não é nenhuma confissão religiosa. É um partido político que teve um exército militar que já fez guerra e que depois da capitulação do seu exército, nos acordos de paz, uma das exigências associadas, foi depor as armas, o fardamento e integrarem a um único exército que é as FAA.

Mais do que defendermos a UNITA, devíamos saber que este partido político agora, foi antes um exército militar de guerrilha! E alguém poderia divulgar os acordos de paz para reavivar a memória da população, da própria UNITA, dos comentaristas e analistas.

A UNITA foi um exército militar e enquanto UNITA Exército, conservou e conserva uma memória histórica de guerra que não é trazida por outros partidos recentes.

Para quem não viveu este período, vê esta acção normal e a UNITA é para alguns casos, estratégicamente inteligente, para confundir a maior população votante de Angola neste momento, que é a juventude nascida depois de 2002, que não viu a guerra.

O Governador do KUANZA SUL – Narciso Damásio dos Santos Benedito, foi infeliz ao normalizar uma exibição da UNITA com o fardamento que pertenceu à UNITA EXÉRCITO.

O Governador do KUANZA SUL – Narciso Damásio dos Santos Benedito, não nasceu depois de 2002, conheceu a UNITA EXÉRCITO e a sua transformação em UNITA PARTIDO POLITICO.

Ele é um político e como alguém que governa, devia prestar atenção e até perceber a diferença de um uniforme que pertenceu a um exército militar e de uma confissão religiosa, para ter argumentos sustentáveis para autorizar a utilização de um uniforme militar ou com as mesmas características militares que pertenceu a um exército militar, para ser exibida naquela actividades política.

O fardamento exibido no KUANZA SUL, por elementos do partido político e não pelo partido militar da UNITA, foi utilizado pela UNITA EXÉRCITO como o fardamento da tropa militar(FALA) que combateu com a tropa militar FAPLA.

O mesmo fardamento exibido, trás à memória, o saudosismo militar das FALA e de guerra para quem viveu este período no nosso país.

Não falhou apenas o governador _Narciso Damásio dos Santos Benedito_ , falharam também a inteligência militar e de Segurança do Estado, alguns amadores, nascidos depois de 2002, refastelados sem o mínimo de conhecimento das funções que investem.
O serviço de inteligência militar e de Segurança do Estado em qualquer País do mundo, existe para prevenir todo e qualquer elemento de ameaça ou que possa constituir ameaça militar, político, social (e aqui, relacionada a Paz) e até ambiental, analisando de vários pontos de vista.

E é aqui onde entra a nomeação de EUGÉNIO LABORINHO.

A governação é feita por pessoas comprovadamente capazes e com também experiências. EUGÉNIO LABORINHO, tem experiência militar, de inteligência de Segurança de Estado e militar.

Aporoximamo-nos às eleições gerais de 2027 onde a UNITA tem o seu protagonismo. Se não se quarta os excessos da sua ousadia política camuflada consubstanciada nos actos subjectivamente de acções de massa, pode causar distúrbio político no período concreto das eleições ou de votação e no pós votação. E a existência de um grupo vestido com o fardamento da tropa militar(FALA) que combateu com a tropa militar FAPLA, pode sem dúvida constituir o reacender de um conflito de guerra sob a velha narrativa oposicionista africana da fraude e de único recurso para demover o MPLA do poder..

LABORINHO, é resgatado para emprestar a sua experiência de inteligência militar e da Segurança de Estado e também poder demonstrar uma vez mais a sua capacidade de um bom ou mau governador (em políticas administrativas e sociais do Estado) ou então confirmar as acusações e insinuações postas a circular sobre a qualidade da sua experiência em gestão governativa (olhar para o cidadão e não só para os amigos e compadres).

Mas do ponto de vista político, a governação faz-se com confiança e segurança em qualquer parte do mundo.

Exemplo concreto vem da América ou seja dos EUA onde DONALD TRUMP, governa com o seu genro ( _uma peça nova no centro das decisões políticas norte-americanas_ ), ocupando postos chaves de decisão.

JOSÉ BAPTISTA

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