His­tó­rias e arte afri­cana inva­dem cidade ita­li­ana

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A exi­bi­ção de “Nyunda”, filme sobre Antó­nio Ema­nuel Nsaku Ne Vunda, vai ser um dos pon­tos altos, durante os três dias ,do Kibaka Afri­can Film, Fes­ti­val que teve iní­cio, ontem, na cidade de Flo­rença, Itá­lia, uma ini­ci­a­tiva da Asso­ci­a­ção Nzinga Mbandi e a Casa de Angola na Itá­lia.
A infor­ma­ção foi par­ti­lhada ontem, em exclu­sivo para o Jor­nal ­de ­an­gola, por Matias Mes­quita, cura­dor do evento e pro­ta­go­nista do filme rea­li­zado por Fran­cesco Del Grosso.
“A cidade de Flo­rença tem três dias para redes­co­brir a cul­tura, o pen­sa­mento e os desa­fios da afro-des­cen­dên­cia, por inter­mé­dio de fil­mes, vozes e his­tó­rias que, entre o con­ti­nente afri­cano e a rea­li­dade euro­peia, con­ti­nuam a dar vida e sig­ni­fi­cado à iden­ti­dade afro-des­cen­dente”, expli­cou Matias Mes­quita.
O fes­ti­val arti­cula três dimen­sões com­ple­men­ta­res, uma expo­si­ção docu­men­tal, dois deba­tes com pro­ta­go­nis­tas afro-des­cen­den­tes acti­vos na socie­dade ita­li­ana e euro­peia, e uma selec­ção cine­ma­to­grá­fica de qua­li­dade inter­na­ci­o­nal, cri­ada em cola­bo­ra­ção com o Fes­ti­val Afro­brix de Bres­cia.
Hoje, segundo dia do fes­ti­val, está reser­vada a apre­sen­ta­ção do filme “Nyunda”, no Spa­zio Alfi­eri. Na obra, o rea­li­za­dor conta his­tó­rias de uma migra­ção dolo­rosa, mas tam­bém de espe­rança e de vidas recons­tru­í­das, tendo como pano de fundo o pri­meiro diplo­mata afri­cano no Vati­cano, Antó­nio Ne Vunda.
Na pro­gra­ma­ção, consta as exi­bi­ções das cur­tas-metra­gens ven­ce­do­ras do Afro­bix 2025, de rea­li­za­do­res afro­des­cen­tes que ofe­re­cem uma nar­ra­tiva dis­tante dos cli­chés domi­nan­tes, nome­a­da­mente “Syn­co­pa­tion”, do fran­cês Yas­mine Bena­ceur, “Com­pli­ca­ted Grief”, do bri­tâ­nico, Julius Ame­dume, “Kavalye’o dam” e “Café”, dos fran­ce­ses Sacha Teboul e Bamar Kan.
A aber­tura do fes­ti­val ficou mar­cada pela inau­gu­ra­ção da expo­si­ção “A des­co­berta e a nar­ra­ção da his­tó­ria e da cul­tura afri­cana”, que vai ficar patente até 31 de Maio, na Bibli­o­teca delle Oblate, Sala Tre­fu­sis.

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