BDA flexibiliza juros para financiamento ao sector agro-pecuário

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O Banco de Desenvolvimento de Angola vai passar a aplicar novas taxas de juro aos financiamentos destinados ao sector agro-pecuário, com o objectivo de aliviar os encargos financeiros dos produtores, estimular a produção nacional e reforçar a segurança alimentar.
Fonte: Mercado
A decisão foi apreciada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, reunida no dia 21 de Maio de 2026, e prevê a redução das taxas aplicáveis aos créditos concedidos pelo BDA para actividades agro-pecuárias consideradas estratégicas para o desenvolvimento do sector produtivo nacional. Segundo informação divulgada pelo Governo e pelo Ministério das Finanças, os créditos de investimento agro-pecuário passarão a ter uma taxa máxima de 7,5% ao ano, enquanto os créditos de exploração terão um limite máximo de 10% ao ano.
A medida surge num contexto em que as taxas de juro praticadas no País continuam elevadas para projectos de médio e longo prazos, limitando a expansão da produção, a modernização tecnológica e o aumento da produtividade.
De acordo com a Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, o novo regime procura responder às dificuldades enfrentadas por agricultores e empresários com projectos de mérito, mas que encontram limitações para atingir níveis de rentabilidade compatíveis com os custos financeiros anteriormente praticados. A governante explicou que a redução das taxas pretende criar maior margem financeira para os promotores, permitindo que os investimentos sejam concluídos com sucesso e produzam os impactos económicos e sociais esperados.
Com o novo regime, os créditos de investimento agro-pecuário, destinados à instalação de infraestruturas, aquisição de equipamentos, modernização e expansão de projectos, terão uma taxa máxima de 7,5% ao ano. Já os créditos de exploração, voltados para capital circulante, campanhas agrícolas e aquisição de insumos, ficam limitados a 10% ao ano.
As novas taxas aplicam-se a novas operações de crédito e às prestações vincendas de financiamentos em curso que não estejam em incumprimento, mediante assinatura de adenda contratual com o BDA.
Os clientes em incumprimento deverão regularizar primeiro as prestações vencidas, podendo depois beneficiar das novas condições.
Para Vera Daves de Sousa, a revisão das taxas constitui um instrumento de apoio directo aos projectos agro-pecuários estratégicos, num momento em que o Executivo procura acelerar a diversificação da economia, reduzir a dependência das importações e fortalecer a presença da produção nacional no mercado interno.
A medida integra um conjunto mais amplo de decisões orientadas para o estímulo à produção local, incluindo novas regras para importadores de bens alimentares adquirirem parte das suas necessidades junto de produtores nacionais.

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