Diogo Costa evitou descalabro de Martínez. As notas do Colômbia-Portugal

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Portugal fechou a fase de grupos do Mundial2026 sem o brilho e fulgor esperados, acabando por empatar frente à Colômbia. Segue-se o ‘mata-mata’ com a Croácia a ser o primeiro obstáculo.
Sem fome, sem ambição e com vários jogadores a acusarem o cansaço numa noite de muito calor em Miami. É este o resumo perfeito para descrever o empate de Portugal diante da Colômbia (0-0) no fecho da fase de grupos do Mundial2026, que decorreu na madrugada deste domingo.
A seleção nacional já tinha carimbado o passaporte para os 16avos de final, mas tinha como grande objetivo – ou, pelo menos, deveria ter – chegar à liderança do grupo K, que lhe garantiria um caminho teoricamente mais fácil para chegar longe neste Campeonato do Mundo.
No entanto, tal não aconteceu e Portugal acaba esta fase de grupos da mesma forma que a iniciou: sem convencer. A seleção das quinas terá agora de defrontar a Croácia, na madrugada de sexta-feira, sabendo, de antemão, que muito provavelmente vai ter de defrontar Espanha se chegar aos oitavos de final.
Do outro lado esteve uma Colômbia que fez muito mais pela vitória. Pelo menos, em termos de atitude. Bem se pode dizer que os cafeteros apenas esbarraram numa muralha bem portuguesa e que poderiam ter terminado esta primeira fase de forma imaculada – ou seja, com nove pontos.

A figura

Diogo Costa foi o grande responsável por Portugal ter saído deste jogo sem qualquer golo sofrido. Na primeira parte o guardião do FC Porto teve muito trabalho e foi dando conta das encomendas, sendo que na segunda acabou por viver uma ponta final com o coração na boca – até um fora de jogo milimétrico o ajudou a manter a baliza a zeros.

A surpresa

Renato Veiga acabou por ser das poucas boas notícias que Roberto Martínez teve neste jogo disputado em Miami. O defesa do Villarreal acumulou vários cortes decisivos e vai ganhando confiança para agarrar o lugar de titular ao lado de Rúben Dias, que também esteve em bom plano.

A desilusão

Martínez disse de viva voz que Rúben Neves entrava no onze para dar experiência e qualidade ao meio-campo de Portugal, algo que não se confirmou. Pelo menos, quando comparado a João Neves, que aporta sempre um grande raio de ação e ainda junta presença na grande área. Saiu ao intervalo, numa clara admissão de Martínez de que erro na hora de ler este jogo.

Os treinadores

Néstor Lorenzo

O maior mérito desta Colômbia é que a ausência, por decisão técnica, de algumas das principais figuras não teve influência no rendimento da equipa. Esta seleção de Lorenzo joga e apenas peca na hora de finalizar. Cria muito e marca pouco, mas dá espetáculo e deixa os adeptos com água na boca. Precisamente aquilo de que tanto sentem falta os portugueses…

Roberto Martínez

Mais um jogo, mais uma mão cheia de decisões questionáveis do treinador espanhol. Abdicar do elo de ligação Vitinha-João Neves pareceu, logo à partida, pouco lógico e ao intervalo depressa correu atrás do prejuízo. Pelo meio, não se entende a falta de minutos de Gonçalo Ramos, a pouca aposta em Trincão e a insistência em manter Cristiano Ronaldo em campo durante os 270 minutos da fase de grupos.

O árbitro

O australiano Alireza Faghani dirigiu o jogo de forma competente e sem grandes casos, aplicando um critério largo que favoreceu os intervenientes.

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