MAIS DE 10 MILHÕES DE ANGOLANOS TÊM EMPREGO, MAS MAIORIA T RABALHA NO INFORMAL

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Mais de 10,1 milhões de angolanos estavam empregados no segundo trimestre de 2026, mas a maioria trabalhava no sector informal, segundo os dados apresentados esta sexta-feira, 13, pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística (INE), Joel Bumba Sambo Futi.
Os dados indicam que a população empregada chegou a 10.171.244 pessoas entre Abril e Junho, representando um aumento de 6,4% em relação ao trimestre anterior.
Com este crescimento, a taxa de emprego passou de 42,3% para 44,2% da população com 15 ou mais anos de idade.
Apesar do aumento do número de pessoas com trabalho, o mercado laboral continua dominado pela informalidade. Cerca de 80,1% dos trabalhadores empregados tinham empregos informais, enquanto apenas uma parcela menor estava inserida em relações formais de trabalho.
A maior parte dos trabalhadores, 63,6%, exercia actividade em negócios privados não ligados à agricultura. Outros 23,4% trabalhavam em explorações agrícolas, enquanto apenas 9,5% estavam no sector público, incluindo a Administração Pública e empresas públicas.
Comércio concentra mais trabalhadores
Por actividade económica, o comércio foi o sector que mais empregou no segundo trimestre, concentrando 30% da população empregada.
A agricultura, silvicultura e pesca aparecem em segundo lugar, com 26%, seguidas pelos transportes e armazenagem, com 6%.
A administração pública e defesa representaram 5,3% do emprego, enquanto a construção empregou 4,9% dos trabalhadores.
Os números mostram que, apesar do crescimento do emprego, a maioria dos angolanos continua a encontrar ocupação em actividades informais e em sectores com menor grau de formalização.
Desemprego continua elevado
O crescimento do emprego ocorreu ao mesmo tempo que aumentou o número de desempregados. No segundo trimestre, 2.790.821 pessoas estavam sem emprego, mais 7,6% do que no trimestre anterior.
A taxa de desemprego passou de 21,3% para 21,5%.
Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a situação é ainda mais difícil: a taxa de desemprego chegou a 40,5%.
No período em análise, a população em idade activa, ou seja, com 15 ou mais anos, foi estimada em 23.006.410 pessoas. Deste universo, 12.962.065 faziam parte da força de trabalho, enquanto 10.044.345 estavam fora da força de trabalho.
A taxa de participação no mercado de trabalho subiu para 56,3%, mais 2,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
Os dados apresentados pelo INE têm como base os resultados do Censo Geral da População e Habitação de 2024 e as respectivas estimativas demográficas.

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