PR DEFENDE REFORÇO DOS MECANISMOS AFRICANOS DE PREVENÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

0
5

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu este domingo, em Luanda, o reforço dos mecanismos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais da União Africana (UA) para prevenir conflitos e acelerar a resolução das guerras que afectam diferentes regiões do continente.
João Lourenço, na qualidade de anfitrião da 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, deu as boas-vindas aos participantes da cimeira, subordinada ao tema “Reforçar os Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África”.
Na intervenção de abertura, o Chefe de Estado angolano considerou que a presença dos líderes africanos em Luanda demonstra a importância atribuída colectivamente à paz e à segurança no continente, bem como a consciência sobre a necessidade de tornar mais eficazes os instrumentos de prevenção e resolução de conflitos.
“Devemos mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais de que dispomos para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras e para pôr fim, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos que já existem”, afirmou.
O Presidente angolano defendeu igualmente que a sessão extraordinária produza medidas concretas, acompanhadas de responsabilidades claramente definidas e mecanismos eficazes de acompanhamento.
Segundo João Lourenço, a cimeira deve representar um ponto de viragem nos esforços da União Africana para activar de forma efectiva os mecanismos existentes de prevenção e resolução de conflitos.

Angola reafirma compromisso com a paz
João Lourenço enquadrou a realização da cimeira no compromisso assumido por Angola em matéria de paz, segurança e estabilidade no continente africano.
Recordou que, durante a Presidência da União Africana exercida por Angola em 2025, estas questões estiveram entre as prioridades da agenda continental, com o argumento de que não pode haver desenvolvimento sustentável, integração económica efectiva e melhoria das condições de vida das populações sem paz e estabilidade.
O Presidente mencionou ainda a reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, realizada em 24 de Setembro de 2025, em Nova Iorque, dedicada à prevenção e resolução de conflitos em África.
De acordo com João Lourenço, a reflexão iniciada naquele encontro evidenciou a necessidade de melhorar os instrumentos de que dispõe a organização continental para prevenir conflitos, mediar crises e garantir a implementação das decisões adoptadas pelos Estados-membros.

Paz como condição para a Agenda 2063
Na sua intervenção, o Presidente angolano associou a paz ao desenvolvimento económico e à concretização da Agenda 2063 – “A África que Queremos”, defendendo que a estabilidade constitui igualmente uma condição para a consolidação dos Estados africanos.
“A paz não é apenas uma condição para o desenvolvimento económico dos nossos países e a dignidade dos nossos povos. A paz é uma condição para a estabilidade dos nossos Estados e para a realização da Agenda 2063”, declarou.
João Lourenço apelou, por isso, aos líderes africanos para que os debates sejam “francos, construtivos e orientados para decisões” capazes de contribuir para a construção de um continente mais pacífico e estável.
Na abertura da sessão, o Presidente angolano agradeceu ainda ao Presidente do Burundi e actual Presidente em Exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, pelo apoio à realização da iniciativa, bem como ao Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, pelo trabalho desenvolvido para a concretização da reunião em Luanda.
A cimeira reúne Chefes de Estado e de Governo africanos, representantes das Comunidades Económicas Regionais, organizações regionais africanas, organizações internacionais e membros do corpo diplomático acreditado em Angola.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui