Uma ala do MPLA manifesta-se favorável a colocar o nome de Bornito de Sousa Baltazar Diogo, antigo Vice Presidente da República de Angola (2017–2022), no debate interno sobre a escolha do cabeça de lista para as eleições gerais de 2027, assim que o Presidente João Lourenço levar formalmente o tema ao partido, segundo noticiou o Club-K.net
Os defensores desta opção argumentam que Bornito é um dos poucos quadros com “ficha limpa”, sem máculas públicas relacionadas com corrupção, e que mantém prestígio social e uma imagem de dirigente dialogante, de “bom coração” e desapegado ao poder qualidades que, segundo esta ala, poderiam contribuir para reduzir tensões internas.
Os promotores da tese acreditam que Bornito teria capacidade de reunificar o MPLA, atualmente marcado por fraturas entre grupos alinhados com João Lourenço e com Higino Carneiro. A ideia central é encontrar um candidato que ofereça garantias de não perseguir colegas caso venha a assumir funções executivas, reduzindo receios de retaliações internas.
Com 73 anos, completados em julho, Bornito tem-se dedicado sobretudo a projetos educativos através da sua fundação e de parcerias internacionais, incluindo iniciativas com entidades israelitas.
João Lourenço pretende abrir o debate sobre o cabeça de lista entre janeiro e fevereiro de 2027, após realizar o congresso ordinário e consolidar um Bureau Político composto por figuras da sua confiança, de modo a minimizar objeções ao nome que venha a propor.
Até ao momento, apenas circulam especulações sobre eventuais preferências do Presidente. Entre os nomes mencionados destacam-se:
Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, diretor do Gabinete do Presidente;
Carlos Maria Feijó, apontado por alguns como a escolha da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço;
No sector militar, o nome mais citado é o do chefe do SINSE, general Fernando Garcia Miala.
Entre os “jovens turcos”, surgem Adão de Almeida, Manuel Homem e Márcio Daniel, atual ministro do Turismo.
De entre estes, Adão de Almeida é frequentemente referido como o mais preparado tecnicamente para uma missão presidencial, embora não corresponda ao estilo político de João Lourenço.
Manuel Homem, por sua vez, é visto como a aposta de Edeltrudes Costa e alguém que goza da confiança pessoal do Presidente. Em meios políticos, porém, há quem o tema, atribuindo-lhe um perfil considerado mais duro e vingativo.

