HOLDEN REENCARNA CARLITOS FNLA A CRISE NÃO TERMINA…!

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Dois congressos em analise a FNLA em crise contínua e as eleições internas e a eleição de Carlito Roberto o actual presidente e Nimi a Simbi reivindica legitimidade.
A situação muito complexa
A crise interna na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) agravou-se após a realização de congressos concorrentes e a eleição de Carlito Roberto, filho do fundador do partido, Holden Roberto, para a presidência da organização.
O actual presidente da FNLA, Nimi a Simbi, de 75 anos, reafirmou esta segunda-feira, 2 de Novembro, que apenas o líder em exercício, democraticamente eleito e reconhecido pelo Tribunal Constitucional, tem legitimidade para convocar um congresso.
A posição surge depois de uma ala dissidente ter realizado, nos dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, um congresso extraordinário que elegeu Carlito Roberto, de 65 anos, com 427 votos, correspondentes a 60,31% dos votos expressos, num encontro que reuniu mais de mil delegados.
Os opositores de Nimi a Simbi justificam a destituição do dirigente com alegadas violações dos estatutos do partido e do Acórdão n.º 1134/2026 do Tribunal Constitucional. A ala liderada por Ndonda Nzinga acusa Nimi a Simbi de se recusar a convocar uma reunião do Comité Central para deliberar sobre a realização do congresso.
De acordo com os estatutos da FNLA, compete ao Comité Central convocar e preparar os congressos ordinários e extraordinários, sendo o órgão deliberativo máximo entre os congressos.
Entretanto, Nimi a Simbi convocou o VI Congresso Ordinário do partido para os dias 25, 26 e 27 de Novembro de 2026, em Luanda, reafirmando a necessidade de respeito pelas normas internas e pelas decisões do Tribunal Constitucional.
A realização de congressos concorrentes aprofunda a divisão na FNLA, com duas alas a reivindicarem legitimidade para dirigir o partido fundado por Holden Roberto.

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