Activista Osvaldo Kaholo escreve carta aberta à mãe a partir da cadeia do Calomboloca

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O activista e ex-soldado das Forças Armadas Angolanas (FAA), Osvaldo Kaholo, tornou pública uma carta aberta dirigida à sua mãe, Isabel António Correia, escrita a partir do Estabelecimento Penitenciário do Calomboloca, onde se encontra detido. No texto, marcado por um tom emotivo e introspectivo, Kaholo faz uma reflexão sobre o seu percurso pessoal, assume erros e reafirma os valores que orientam a sua acção.

Fonte: Club-k.net

Na carta, o activista recorda a sua infância e o contexto de deslocação familiar do Bengo para Caxito e, posteriormente, para Luanda, em plena fase de instabilidade político-militar que antecedeu as eleições gerais de 1992. Destaca o papel da mãe na sua educação, sublinhando princípios como o amor, a verdade, a justiça, o respeito e a responsabilidade.

Dirigindo-se directamente à progenitora, Kaholo pede perdão por ter sido, segundo as suas palavras, motivo de preocupação e sofrimento, reconhecendo que a sua trajectória tem sido vista por alguns como marcada por desvios e fracassos. O activista menciona, entre outros aspectos, a sua expulsão das Forças Armadas Angolanas como um dos momentos que condicionaram o seu percurso.

O ex-soldado faz ainda referência ao chamado “Processo dos 15+2”, ocorrido em 2015, reconhecendo que, desde então, deveria ter adoptado uma postura mais prudente. Assume ter voltado a enfrentar situações difíceis, que associa a imaturidade e falta de discernimento.

Apesar disso, Kaholo reafirma a sua identidade enquanto “revolucionário”, defendendo que a sua luta assenta em valores como o amor, a verdade e a justiça. Na carta, cita ainda um excerto bíblico de 1 Coríntios 13:4-7, enfatizando a centralidade do amor como princípio orientador da sua vida.

A mensagem termina com uma declaração de afecto à mãe e um apelo implícito à compreensão, estendendo o seu sentimento de solidariedade a todas as mães e cidadãos angolanos.

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