General angolano acusado de inserir “funcionários fantasmas” na folha salarial da unidade militar

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O tenente-general João da Cruz Fonseca, antigo comandante da quinta divisão do Menongue está a ser apontado no âmbito de uma instrução processual da Procuradoria-Geral da República (PGR) por alegado envolvimento em irregularidades financeiras no Batalhão de Transporte Rodoviário (BTR) do Cuando Cubango, incluindo supostos desvios de fundos e a inserção de alegados “funcionários fantasmas” na folha salarial da unidade militar.
Fonte: Club-k.net
Segundo elementos constantes do processo, o oficial terá admitido no decurso da instrução a existência de práticas irregulares na gestão de verbas desde 2021, envolvendo igualmente outros responsáveis militares. A investigação refere que vários nomes foram inicialmente classificados como inexistentes ou sem vínculo efectivo com a unidade durante o recadastramento conduzido pela PGR.
Entre os nomes mencionados como constando da folha salarial, apesar de dúvidas sobre a sua efectiva ligação ao batalhão, figuram:

1. Pedro Telivinga
2. Daniel David
3. Artur Gabriel
4. António Tomás
5. Zacarias Chiloya
6. Emílio Kavela
7. Clementino Kapoko
8. Martinho Chiumuco
9. Alberto Huambo
10. José Kalimbalimba

De acordo com o processo, estes nomes terão sido inicialmente identificados como “fantasmas” durante a verificação dos efectivos, mas posteriormente passaram a constar de registos salariais, situação que está sob escrutínio das autoridades.
O documento em análise refere ainda alegadas alterações na composição da folha salarial, com a introdução de novos nomes após o recadastramento, bem como suspeitas de inclusão de pessoas próximas de responsáveis da unidade.
As investigações apontam igualmente para irregularidades na gestão de fundos do BTR desde 2021, com alegações de que parte dos recursos não teria sido devidamente canalizada aos efectivos legítimos.
O processo menciona ainda tensões durante a missão da PGR em Menongue, incluindo alegadas pressões sobre investigadores e militares no terreno, no âmbito da reestruturação das listas salariais.
Entre os oficiais citados no âmbito do processo figuram ainda os generais Furtado e António Carlos do Amaral, igualmente mencionados nas diligências em curso.
As autoridades judiciais continuam a analisar o caso, enquanto se aguarda um posicionamento oficial da nova direcção da PGR.

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