PUP REJEITA SER “CÉLULA” DO MPLA E PROMETE COMBATER FOME E CORRUPÇÃO EM ANGOLA
O Partido União Patriótica (PUP) realizou, esta terça-feira, 7 de Outubro, a sua primeira conferência de imprensa, quase um mês depois (10/09) de ter sido legalizado pelo Tribunal Constitucional (TC), ocasião em que o presidente da formação política, António Barros “Tony Barros”, rejeitou as acusações de que o partido seria um “apêndice” do partido no poder.
Segundo António Barros, o PUP é uma força política criada para representar os interesses dos cidadãos e não pretende funcionar subordinada a qualquer outra organização partidária.
“O PUP é um partido do povo”, afirmou o líder político, acrescentando que a formação pretende “funcionar de forma isolada” nas eleições de 2027.
Durante a conferência, realizada na Galeria de Exposição do Memorial Dr. António Agostinho Neto, Tony Barros afirmou ainda que o partido já prepara a sua estratégia política para intervir no país.
“Neste momento, o nosso laboratório já está a estudar a forma de como é que vamos atacar o país”, declarou.
Entre as principais preocupações apresentadas pelo líder do PUP está o combate à fome, que, segundo afirmou, será a primeira questão a ser combatida caso o partido venha a assumir responsabilidades governativas.
“Na nossa governação, a nossa primeira preocupação que vamos atacar é a fome”, garantiu.
António Barros defendeu igualmente uma maior aposta na produção nacional, considerando que Angola continua excessivamente dependente de produtos provenientes do exterior.
“Angola está cansada de importar o que pode produzir”, afirmou.
O presidente do PUP sustentou que a nova formação política não pretende limitar a sua intervenção à crítica ao poder, mas apresentar alternativas para os principais problemas do país.
“Não surgimos só para criticar, mas para dar soluções”, disse.
A corrupção foi igualmente apontada como uma das áreas prioritárias para o PUP. António Barros classificou o fenómeno como um “crime repugnante”.
“Não haverá perdão para quem cometa crimes de corrupção”, afirmou.
Sobre a questão levantada pelo Partido Liberal em torno de as cores coincidirem, António Barros desvalorizou a polémica e considerou que a contestação acabou por contribuir para dar visibilidade à nova formação.
“Fizeram um bom marketing para o PUP”, afirmou.


