PUP ENTRA EM CENA, PROMETE ROMPER COM A POLÍTICA TRADICIONAL E COLOCAR O ANGOLANO NO CENTRO DAS PRIORIDADES

0
2

PUP ENTRA EM CENA, PROMETE ROMPER COM A POLÍTICA TRADICIONAL E COLOCAR O ANGOLANO NO CENTRO DAS PRIORIDADES
O Partido da União Patriótica (PUP), liderado por António Barros, apresentou-se oficialmente à sociedade esta quarta-feira, 7 de Outubro, após a sua legalização pelo Tribunal Constitucional, afirmando-se como uma força política de centro e comprometida com o liberalismo social.

POR: FRANCISCO MPANZU

O Partido da União Patriótica (PUP), liderado por António Barros, apresentou-se oficialmente à sociedade esta quarta-feira, 7 de Outubro, após a sua legalização pelo Tribunal Constitucional, afirmando-se como uma força política de centro e comprometida com o liberalismo social.
No discurso de apresentação do partido, António Barros afirmou que a legalização do PUP é resultado da mobilização popular realizada nas ruas, nos bairros, nas universidades e nas lavras de todo o país.
O líder partidário agradeceu aos cidadãos que participaram no processo de legalização, bem como aos voluntários e diferentes grupos sociais que, segundo afirmou, contribuíram para a concretização do projecto político.
“Obrigado a cada cidadão que assinou, que acreditou, que nos deu água quando a caminhada foi longa. Obrigado aos jovens voluntários, às zungueiras, aos taxistas e mototaxistas”, declarou.
Segundo António Barros, o processo de legalização contou com mais de 15 mil assinaturas recolhidas em todo o país, ultrapassando as 7.500 exigidas por lei.
O presidente do PUP definiu a formação política como um partido de centro, assente nos princípios do liberalismo social. Na prática, a organização defende a liberdade económica para empreender e produzir riqueza, ao mesmo tempo que atribui ao Estado a responsabilidade de garantir serviços e direitos fundamentais, como saúde, educação, emprego, habitação e justiça social.
O partido afirma surgir como resposta às aspirações de uma parte da sociedade que não se revê nas actuais ofertas políticas.
Durante o discurso, António Barros criticou a dependência de Angola das importações, o desemprego entre os jovens e as dificuldades enfrentadas pelos produtores nacionais no escoamento da produção.
“Estou cansado de ver a mãe zungueira à procura de como sustentar os filhos e o jovem com formação académica a conduzir moto-táxi”, afirmou.
Com a legalização pelo Tribunal Constitucional, o PUP passa a integrar o conjunto de partidos políticos legalmente constituídos e habilitados a participar nas eleições de 2027, nos termos da legislação aplicável.

PUP não vai alterar cores nem símbolos

Durante a conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, 7 de Outubro, numa das salas do Memorial Dr. António Agostinho Neto, António Barros rejeitou as alegações de que existem semelhanças entre as cores e os símbolos do PUP e os do Partido Liberal.
Questionado sobre a possibilidade de o PUP alterar o seu símbolo e as suas cores na sequência da contestação apresentada ao Tribunal Constitucional, o líder partidário foi categórico ao afirmar que não haverá qualquer alteração.
António Barros considera que não existe qualquer semelhança que justifique a mudança e garantiu que o PUP pretende concorrer às próximas eleições mantendo a actual identidade visual.
A disputa em torno da identidade visual dos dois partidos poderá agora ser apreciada pelo Tribunal Constitucional, que deverá pronunciar-se sobre a impugnação apresentada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui