Angola deverá contar, até ao final de 2026, com a primeira refinaria de ouro construída de raiz no país, uma infra-estrutura financiada pela Endiama que permitirá refinar, certificar e comercializar ouro em território nacional.
Localizada no Pólo Industrial de Viana, em Luanda, a unidade ocupa uma área de 3.789,95 metros quadrados e terá capacidade para processar até 25 quilogramas de ouro por dia. O complexo integra uma refinaria, um laboratório e a primeira contrastaria pública do país.
A informação consta de uma nota do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás consultado hoje pelo Jornal OPAÍS.
A entrada em funcionamento da infra-estrutura deverá permitir ao país assumir internamente várias etapas da cadeia de valor do ouro, desde a prospecção e extracção até à refinação, ensaio, certificação e comercialização.
A contrastaria terá um papel específico neste processo, cabendo-lhe verificar a pureza do ouro, da prata e da platina, além de emitir as marcas oficiais de garantia exigidas para a comercialização de metais preciosos.
Em Angola, os dados apresentados indicam que, entre 2019 e 2025, foram ensaiados 346,63 quilogramas de ouro, equivalentes a mais de 10.781 onças finas, com uma pureza média de 93,2%.
O país conta actualmente com 49 projectos de prospecção aurífera em curso e quatro projectos em fase de produção, representando investimentos superiores a 120 milhões de dólares.
Com a entrada em funcionamento da refinaria, a expectativa apresentada é de reforçar a capacidade nacional de tratamento e certificação do ouro, permitindo que o processo seja realizado dentro do território angolano.

