BRICS MANIFESTA PREOCUPAÇÃO COM ESCALADA DE TENSÕES NO MÉDIO ORIENTE
Os países do BRICS manifestaram preocupação com o agravamento das tensões no Médio Oriente e apelaram à máxima contenção, durante a cimeira do grupo realizada este sábado, em Nova Deli, na Índia.
Na declaração conjunta, os líderes condenaram os ataques contra infra-estruturas civis e instalações nucleares pacíficas, incluindo aquelas que estão sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
O grupo defendeu ainda o respeito pelo direito internacional e pelas normas de segurança nuclear, alertando para a necessidade de proteger as populações e o ambiente mesmo em situações de conflito armado.
A reunião contou com a presença dos líderes da Índia, Rússia, China e de outros países membros do BRICS. O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que os conflitos no Médio Oriente e na região do Golfo provocaram graves perdas humanas e não servem os interesses da comunidade internacional.
Xi Jinping apelou também aos países do bloco para defenderem a autoridade das Nações Unidas, respeitarem a soberania dos Estados e rejeitarem a interferência nos assuntos internos de outros países.
No domínio económico, o líder chinês defendeu a rejeição de todas as formas de proteccionismo e o reforço do sistema multilateral de comércio, tendo a Organização Mundial do Comércio como principal referência.
Os líderes do BRICS defenderam igualmente a manutenção do comércio global, das cadeias de abastecimento e do fluxo de energia, num contexto internacional marcado pelo aumento das tensões e da desconfiança entre Estados.
A cimeira é organizada pela Índia sob o lema “Construindo para Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade” e procura reforçar a influência do BRICS nos assuntos internacionais.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, considerou o encontro produtivo e destacou a existência de um compromisso comum com a cooperação entre os países do bloco, apesar das diferentes posições sobre questões internacionais.
A reunião ocorre num momento de crescente tensão geopolítica e de disputa sobre a influência das instituições internacionais, com os países do BRICS a defenderem uma maior participação das economias emergentes na definição da agenda mundial.

