Candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA foi rejeitada por alegadas irregularidades, segundo fez o coordenador da subcomissão de candidaturas, Job Pedro Castelo Capapinha, alega que Higino Carneiro falsificou assinatura da filha de Roberto de Almeida, Djamila de Almeida.
O principal argumento apresentado pela subcomissão de candidaturas do 9.º Congresso Ordinário do MPLA para rejeitar a candidatura do general Higino Lopes Carneiro é a alegada falsificação da assinatura da deputada Djamila Huguette da Silva de Almeida, filha do histórico dirigente do MPLA, Roberto Victor de Almeida. A equipa do general já anunciou que irá recorrer da decisão que vetou a sua candidatura.
Segundo a fez saber a fonte do Club-k subcomissão acusada de ter introduzido fichas falsas
Fontes do Club K indicam que, logo após regressar do exterior, o Presidente do MPLA, João Lourenço, chamou Job Capapinha para obter detalhes sobre o processo. Capapinha saiu do encontro encorajado a encontrar fundamentos que inviabilizassem a candidatura do general, reforçando a percepção de que havia orientação política para travar o avanço de Higino Carneiro.
Higino Carneiro entregou 19 mil assinaturas, mas a subcomissão liderada por Capapinha validou apenas 2 mil, classificando as restantes como “inconformes”. Alegam que alguns subscritores contactados teriam afirmado não ter assinado qualquer ficha.A presença do nome da deputada Djamila Huguette da Silva de Almeida, que, ao ser contactada, garantiu não ter subscrito a candidatura.
A equipa de Higino Carneiro rejeita a acusação. Afirma que não entregou fichas com o nome da deputada, sugerindo que a própria subcomissão poderá ter introduzido fichas falsas para justificar o veto. Fontes ligadas à equipa de Higino Carneiro contestam, no entanto, esta versão dos factos. Segundo as mesmas, em nenhum momento foi entregue qualquer ficha contendo a assinatura ou o nome da deputada. Os apoiantes do general admitem mesmo a possibilidade de terem sido introduzidas fichas falsas ou nomes de terceiros no processo, com o propósito de inviabilizar a candidatura.
O Club-K apurou ainda que a equipa do general possui cópias e o registo de todas as fichas de subscrição remetidas à subcomissão de candidaturas, pretendendo proceder a uma verificação conjunta dos documentos para demonstrar que o processo terá sido alvo de sabotagem através da introdução de elementos falsificados.
Capapinha escolhido para bloquear Carneiro, segundo fontes internas, Job Capapinha foi escolhido para chefiar a subcomissão por ser considerado adequado para criar obstáculos ao general, com quem mantém reservas antigas desde o período em que ambos integraram a Comissão de Gestão de Luanda. Capapinha é igualmente descrito como figura de confiança directa de João Lourenço. O bloqueio à candidatura de Higino Carneiro é interpretado como parte de uma estratégia para garantir que João Lourenço concorra sozinho ao congresso de Dezembro.
O plano prevê que, em 2027, Lourenço apresente um candidato presidencial alinhado com o seu círculo, com perfis próximos ao do director de gabinete Edeltrudes Maurício Gaspar da Costa ou ao do ministro do Interior Manuel da Conceição Homem.A intenção é evitar que Lourenço enfrente ameaças internas de destituição, como aconteceu com José Eduardo dos Santos, que acabou por ceder a liderança do MPLA ao actual presidente.

