Quarta-feira, Abril 17, 2024
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Caso Edeltrudes Costa sem resposta do Governo angolano há quase dois meses

O caso Edeltrudes Costa, chefe do gabinete do presidente da República, João Lourenço, continua levantar questionamentos sobre o silêncio do titular do poder Executivo, bem como da Procuradoria-Geral da República (PGR)

A 21 de Setembro de 2020, a televisão portuguesa TVI, denunciou o director de gabinete do Presidente da República, por beneficiar de contratos públicos para prestação de diversos serviços, através da sua empresa EMFC, cujo contrato milionário, celebrado no início de 2019 para modernizar os aeroportos angolanos, tiveram autorização de João Lourenço.

Segundo a referida reportagem, conforme avança a fonte do Angola24Horas, o dinheiro em causa teve como destino, Portugal e serviu para a comprar imóveis luxosos em Sintra e em Cascais, quando mais de 1,5 milhões terão sido depositados no banco Atlântico Europa.

Após a divulgação desta informação, várias manifestações contra o acto escandaloso que até envolve o próprio presidente foram feitas, no sentido de, o chefe de Estado, João Lourenço demitir seu director do cargo, porém caso sem resposta adequada, sendo que Edeltrudes Costa, continua no posto ao olho igualmente da PGR.

Devido ao não pronunciamento do PR, um grupo de activistas realizou uma manifestação de frente ao Palácio Presidencial, no dia 03 de Outubro, tendo como objectivo principal, segundo constatou Angola24Horas, exigir o afastamento de Edeltrudes Costa e a abertura de uma competente investigação às graves acusações levantadas pela reportagem da TVI, acerca das quais “o silêncio” tem sido até hoje, a opção do titular do poder Executivo.

“O silêncio e a inacção diante das acusações extremamente graves, envolvendo o braço direito do Presidente da República, acabam por comprometer a retórica da luta contra a corrupção e dar robustez aos teóricos da “justiça selectiva”, observou um participante.

O activista Luaty Beirão, há alguns dias, salientou que João Lourenço não poderia descartar o seu homem, porque o mesmo teria de o arrastar ao fogo, tendo considerado tratar-se de “piromanias e marimbondagens  palacianas”, além de questionar se João Lourenço não sente, como o resto do povo, vergonha ao ver exposto na televisão, o nome do seu braço direito e, por arrasto, o seu próprio, num escândalo semelhante aos que diz querer combater.

O facto em causa, tem que ver com uma investigação ao governo angolano, divulgada pela televisão portuguesa TVI, onde o “braço direito” do presidente João Lourenço aparece envolvido em vários negócios milionários com o Estado angolano, sendo apontado como proprietário de uma conta à ordem, com mais de 20 milhões de Euros em Portugal.

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