DESEMPREGO SOMA E SEGUE E AUMENTA O CEPTICISMO DOS ANGOLANOS

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Os altos níveis de desemprego, à alta inflação e a forte dependência do sector informal geram um profundo cepticismo entre os angolanos.
A falta de estabilidade financeira e o custo de vida corroem o poder de compra e alimentam o descontentamento generalizado com a situação económica e social do país. Com uma realidade de mercado marcada por fortes impactos económicos desfavoráveis devido as taxas elevadas: os dados económicos mais recentes revelam que a taxa de desemprego nacional ronda entre os 21,3% a 28,3%, afectando de forma severa a subsistência das famílias angolanas.
O desemprego atinge a maioria da população que é maioritariamente jovem. A falta de oportunidades para a juventude é um dos maiores motivos de cepticismo, com a taxa nessa faixa etária a atingir picos que superam os 40%.
O sector Informal tem sido a alternativa para os angolanos com cerca de 8 em cada 10 trabalhadores encontram-se na economia informal, o que representa uma grande exclusão dos sistemas de protecção e segurança social. Em consequência dos longos períodos de incerteza, grande parte da população perdeu a esperança numa melhoria rápida, gerando um distanciamento em relação a promessas institucionais de recuperação.

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