Mais de 20 funcionários da Delegação Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, em Benguela, terão subscrito uma carta em que solicitam a exoneração do actual delegado provincial, Júlio Ribeiro da Silva Chagas, conhecido por Yuri Chagas, alegando problemas relacionados com a sua conduta e modelo de gestão.
Segundo os funcionários, têm sido registadas várias queixas contra a actuação do responsável, a quem acusam de manter uma postura considerada arrogante e de desrespeitar antigos combatentes, veteranos da Pátria e trabalhadores da instituição.
Na carta, os signatários apelam ao ministro da Defesa Nacional e dos Veteranos da Pátria, general Lúcio do Amaral, para que intervenha com carácter de urgência e sejam adoptadas as medidas disciplinares que se mostrem necessárias.
Funcionário morreu após AVC
Entre as situações relatadas pelos funcionários está o caso de António Cristo Reis, trabalhador da delegação, que, segundo os signatários da carta, teria sido alvo de constantes desentendimentos e alegadas faltas de respeito por parte do delegado.
Os funcionários afirmam que António Cristo Reis sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na sequência de um período de alegado desgaste provocado pela relação profissional com o responsável da delegação, tendo posteriormente perdido a vida.
As alegações, contudo, são apresentadas pelos funcionários, não sendo, no documento divulgado, acompanhadas de elementos médicos ou de uma investigação independente que estabeleça uma relação causal entre a actuação do delegado e a morte do funcionário.
O falecimento de António Cristo Reis terá provocado indignação entre os colegas, que lamentam o desaparecimento do trabalhador e defendem a necessidade de uma intervenção das autoridades competentes.
Funcionários recordam antigo delegado
Na missiva, os trabalhadores fazem ainda uma comparação entre a actual gestão e a liderança do antigo delegado provincial, José Sapesse, actualmente reformado.
Segundo os funcionários, José Sapesse terá deixado uma imagem positiva entre os trabalhadores e antigos combatentes, sendo descrito como um responsável disciplinado e atento às preocupações apresentadas pelos beneficiários da instituição.
Os signatários consideram que a actual gestão não corresponde às exigências do cargo e acusam Júlio Ribeiro da Silva Chagas de adoptar uma postura incompatível com a responsabilidade de dirigir uma instituição vocacionada para atender antigos combatentes e veteranos da Pátria.
Os trabalhadores apelam, por isso, ao ministro da Defesa Nacional e dos Veteranos da Pátria para que analise as queixas apresentadas e determine, caso sejam confirmadas as acusações, as medidas administrativas e disciplinares consideradas adequadas.

