A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu, hoje, no Hospital Municipal do Sequele “Heróis de Kifangondo”, a necessidade de os profissionais de saúde agirem com maior celeridade no processo de avaliação, diagnóstico e na definição da conduta clínica, durante o momento de atendimento aos utentes.
Esta posição foi apresentada este domingo, 23, durante a visita de trabalho da ministra naquela unidade sanitária, localizada na província do Icolo e Bengo, com o propósito de avaliar o funcionamento e as condições de trabalho no aludido hospital.
Depois de uma radiografia feita ao hospital, que teve início no Banco de Urgência, a tutelar da pasta da Saúde identificou alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, o tempo de resposta aos doentes, a realização de exames complementares e a tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção rápida.
Na ocasião, a governante destacou que os hospitais de referência devem assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, referindo que “Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”.
Sílvia Lutucuta também chamou a atenção para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e a avaliação multidisciplinar dos casos que assim o exigem.
Sublinhou que os serviços devem permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.
A visita da ministra enquadra-se no processo de acompanhamento e avaliação do funcionamento das unidades sanitárias de referência de Luanda e do Icolo e Bengo, tendo já visitado, ontem, nesta última região, o Hospital de Viana “Bispo Emilio de Carvalho”, onde também deixou orientações destinadas à melhoria da assistência aos pacientes.

