Nos últimos dias, diminuiu a pressão nos postos de abastecimento de combustível em Moçambique, mas o Governo já alertou que os preços podem ser novamente revistos face à evolução da guerra no Médio Oriente.
“Hoje, infelizmente, não está totalmente resolvido, mas a pressão sobretudo que víamos pelo menos há uma semana nas bombas de combustíveis já não se vê, significa que alguma normalização está a ocorrer, mas o esforço é de garantir que voltemos à normalidade, não obstante a situação da guerra que está a acontecer e estamos sob aviso”, declarou esta terça-feira o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.
Em causa as filas generalizadas que se verificam desde abril – com relativa normalização nos últimos dias em Maputo -, postos sem combustível em todo o país e vários setores a paralisarem.
No passado dia 7 de maio, o Governo aumentou o preço do litro de gasóleo em 45,5% e de gasolina em 12,1%, devido aos problemas de fornecimento provocados pelo conflito no Médio Oriente.
“Moçambique não é um país isolado”
Face ao atual cenário, o executivo tem tomado medidas para travar a crise de combustíveis, incluindo monitorias nos postos de abastecimento e cassação de licenças face às irregularidades identificadas.
Mas o país não é uma “ilha” e os preços podem voltar a ser revistos face à continuação do conflito, avisou o porta-voz do Conselho de Ministros.
“Em função dos condicionamentos que forem a ocorrer fora de portas, cá em Moçambique teremos de reagir de alguma forma. Então penso que ou vai sempre subir ou vai sempre descer, mas é sempre em coordenação com o que está a acontecer em todo mundo e Moçambique não é um país isolado desta realidade”, sublinhou Inocêncio Impissa..
A banca tem financiado a importação de combustível, disse na segunda-feira (25.05) o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, associando os problemas de abastecimento no país, nas últimas semanas, com a situação financeira de algumas gasolineiras.

