MOSCOVO REABRE A CASA DA RÚSSIA EM LUANDA E VOLTA A JOGAR ONDE JOGAVA NOS ANOS 80

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A estrutura funcionou na capital nas décadas de 70 e 80, fechou com a Perestroika e entra outra vez em funcionamento até ao fim deste ano. Chega no mesmo mês em que a Rússia anuncia novo embaixador para Angola.
A Casa da Rússia vai reabrir em Luanda. O anúncio de Moscovo aponta o final deste ano para a entrada em funcionamento e surge no mesmo mês em que Alexander Bryantsev foi nomeado embaixador russo em Angola.
Quem tem hoje sessenta anos lembra-se do que estas casas foram. Nos anos 70 e 80 eram o sítio onde se aprendia russo, onde se tratava da bolsa para Kiev ou para Moscovo, onde passavam filmes e conferências. Fecharam nos anos 90, quando a Perestroika desmontou boa parte do aparelho externo soviético e Angola virou a cara para outros parceiros.
As chamadas Russian House, espalhadas pelo mundo, dependem da agência federal de cooperação tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. A linhagem vem de 1925, da VOKS, a sociedade criada para gerir as relações culturais da URSS com o estrangeiro. Diplomacia pública, no vocabulário de hoje.
A reabertura não acontece no vazio. Moscovo passou o último ano a recompor a presença em África, com digressões de Lavrov, acordos de defesa e ofertas de cooperação em segurança, e Angola voltou a ter embaixador russo depois de a cadeira ter estado vazia durante cerca de um ano. Bolsas de estudo e aulas de língua custam pouco e rendem influência durante décadas.
Para o estudante angolano que hoje não tem como pagar uma universidade lá fora, a conta é mais simples do que a geopolítica: uma porta que se abre é uma porta que se abre. Resta saber quantas vagas Moscovo põe em cima da mesa e em que condições.
Fonte: Novo Jornal

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