Segunda-feira, Abril 15, 2024
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MPLA é um grupo de interesse e de pressão sobre si mesmo

Todas as candidaturas sejam elas eclesiásticas têm um interesse político eclesial. No caso das organizações políticas institucionais também têm muita carga do interesse político-partidário. O caso da candidatura de Isaías Calunga ao cargo de presidente do CNJ tem interesses partidários naturalmente sendo ele membro do MPLA o seu partido tem de ter interesse pela nova figura que vai ocupar a função.

A candidatura única, de Isaías Calunga, aprovada pela Comissão Eleitoral da VII Assembleia do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), após chumbar o trio, está com inúmeras irregularidades e não obedece a princípios gerais desta organização, denunciam associados.

De acordo com documentos que Angola24Horas teve acesso, a Comissão Eleitoral, presidida por David Mendes, está a agir com alguma parcialidade, ao aprovar a candidatura de Isaias Calunga, actual presidente do Conselho Provincial da Juventude, indicado pela Une-Angola, visto que esta associação não pagou as suas quotas, durante os 4 anos de mandato no CPJ.

Os mesmos documentos, avançam que a candidatura em referência, teria sido aprovada, caso a Une-Angola apresentasse outro representante, porque a permanência de Isaias Calunga como cabeça de lista, atropela os Estatutos que regem o Conselho Nacional da Juventude, nos termos do Art. 71•, desde os números 3 e 6, factos do conhecimento de todos membros da organização, inclusive a comissão.

Angola24Horas contactou dois jovens, também associados, que revelaram estar em jogo alguns interesses partidários, no referido processo eleitoral, que chumbou a candidatura de Mario Lourenço, indicado pela Brigada Jovem de Literatura Angolana (BJLA), aprovando a de Isaias Calunga, um efectivo da Polícia Nacional, em exercício.

Na ocasião, as fontes avançaram que há alguns elementos que trabalharam com o presidente cessante, Tingão Mateus, que são também efectivos da Polícia Nacional, apoiando incondicionalmente o “ilegível” Isaias Calunga, sendo que um deles gere, ainda, a página oficial do CNJ, para benefícios próprios.

“A BJLA, fez entrada de toda documentação em tempo real, para ter a candidatura validada mas a Comissão Eleitoral chumbou a mesma, por alegada insuficiência de documentos que não foram mencionados”, revelam as fontes acrescentando que a Comissão Eleitoral está ser parcial e apresenta indícios de possível influência ou interesses partidários.

Ficou sabido que, o Trio que viu a sua candidatura chumabada, poderá endereçar o termo e providenciar cautelar ao Tribunal Provincial de Luanda para melhor esclarecimento destes escandalosos acontecimentos, numa altura em que alguns associados prometem que pode não haver eleições no CNJ, como está marcado, enquanto durar este desentendimento.

Refira-se que a campanha eleitoral de apoio ao único candidato à Presidência do Conselho Nacional da Juventude, indicado pela Une-Angola, Isaias Calunga, foi oficialmente lançada hoje, quarta-feira, 12, no Auditório da Faculdades de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, segundo um comunicado que a nossa redacção teve acesso.

Em Julho último, confira, um artigo posto a circular nos meios de comunicação, dava conta de que o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), tem actuado como instrumento propagandístico do MPLA, por não abordar, na maior das vezes, assuntos de que não se revêem todos jovens angolanos e nem geram em torno dos objectivos principais da própria organização.

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