OPOSIÇÃO TENTA RESSUSCITAR DAS CINZAS UNITA JUNTA PARTIDOS PARA ANALISAR CRISE POLÍTICA NO PAÍS

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Oposição angolana tenta se reencontrar após conflito entre o regime do MPLA, e produziu uma declaração conjunta com as outras lideranças políticas e manifestaram preocupação com os últimos acontecimentos ocorridos na província do Uíge e defendem o reforço do estado democrático de direito.

Segundo o documento que tivemos acesso, às lideranças da UNITA, RENOVA ANGOLA, PNSA, SIKONDA ALEXANDRE, PPA, PDP-ANA e BLOCO DEMOCRÁTICO, reunidas na sede do Grupo Parlamentar da UNITA, em Luanda, manifestaram profunda preocupação relativamente à situação política, económica e social do País, com particular incidência sobre os acontecimentos recentemente registados na província do Uíge. Ler a declaração na íntegra.

Na Declaração Conjunta, as referidas lideranças políticas expressaram particular preocupação com os actos de violência que, segundo o documento, terão sido protagonizados pela Polícia Nacional contra militantes da UNITA e cidadãos considerados indefesos, entendendo que tais ocorrências podem comprometer o clima de paz e reconciliação nacional, bem como a confiança dos cidadãos nas instituições e no processo eleitoral.

PRINCIPAIS DELIBERAÇÕES

Perante o quadro apresentado, as lideranças políticas decidiram:

1. CONDENAR VEEMENTEMENTE os actos de violência registados na província do Uíge, por considerarem que os mesmos atentam contra os princípios da paz, da reconciliação nacional, da tolerância política e da convivência democrática;

2. EXIGIR A RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL E CRIMINAL DOS AUTORES DOS ACTOS DENUNCIADOS, defendendo igualmente a responsabilização das entidades competentes, caso se venha a comprovar a existência de condutas ou omissões susceptíveis de configurar responsabilidade nos termos da lei;

3. MANIFESTAR PREOCUPAÇÃO QUANTO À ACTUAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PÚBLICOS, relativamente aos princípios da isenção, do contraditório, da igualdade de tratamento e do pluralismo informativo;

4. EXPRESSAR SOLIDARIEDADE PARA COM OS FERIDOS E AS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS dos actos de violência registados na província do Uíge;

5. APELAR À TOLERÂNCIA POLÍTICA, AO DIÁLOGO E À CONVIVÊNCIA PACÍFICA, como pressupostos fundamentais para a construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, bem como para a preservação das conquistas alcançadas no domínio da paz e do desenvolvimento nacional.

DIREITOS FUNDAMENTAIS E LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Na apreciação das lideranças, os acontecimentos registados no Uíge inserem-se num quadro mais amplo de preocupações relacionadas com alegadas violações de direitos fundamentais, actos de intolerância política e restrições ao exercício de liberdades democráticas.

Segundo a declaração, estas práticas contribuem para o agravamento do ambiente de desconfiança política e institucional, particularmente num contexto de preparação para o próximo processo eleitoral, tornando necessária a adopção de mecanismos capazes de prevenir conflitos e assegurar o respeito pelos princípios democráticos.

FORTALECIMENTO DA CONCERTAÇÃO POLÍTICA

As lideranças políticas assumiram igualmente o compromisso de realizar encontros regulares, com o objectivo de fortalecer e consolidar uma plataforma de trabalho conjunto, orientada pelo princípio de “UM POR TODOS, TODOS POR UM”.

Neste âmbito, foi defendida a criação de um Observatório para a Defesa da Cidadania e do Estado Democrático de Direito, destinado a acompanhar questões relacionadas com a defesa dos direitos fundamentais, das liberdades públicas e da participação cívica.

MECANISMO DE PREVENÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

Outro dos entendimentos alcançados consiste na criação de um mecanismo de concertação política que envolva todos os partidos políticos, incluindo o partido no poder, com a finalidade de contribuir para a prevenção e resolução de conflitos antes, durante e depois das eleições gerais.

A iniciativa pretende igualmente promover o diálogo nacional e a concertação entre os diferentes actores políticos, tendo como horizonte a construção de uma Angola mais democrática, inclusiva e socialmente justa, livre do medo, da pobreza, da exclusão e da fome.

DEFESA DA CIDADANIA E MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL

Por último, as lideranças acordaram adoptar formas de mobilização da sociedade civil, dentro dos princípios da legalidade e da participação cívica, em defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, das liberdades democráticas e do Estado Democrático de Direito.

A Declaração Conjunta traduz, deste modo, a intenção das lideranças signatárias de reforçar a concertação política, promover o diálogo institucional e prevenir a escalada de conflitos, colocando a defesa da cidadania, da paz, da tolerância política e das instituições democráticas no centro da sua actuação.

LUANDA, 18 DE AGOSTO DE 2026.

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