Quarta-feira, Abril 17, 2024
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PGR investiga gestão de “Kopelipa” no GRN

Foi aberto, este ano, na Direção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), da Procuradoria-Geral da República, um processo-crime sob o no 12/20, que visa investigar a gestão do Gabinete de Reconstrução Nacional (GNR) que ao tempo do governo de José Eduardo dos Santos teve como diretor-geral, o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”.

Para arrancar com o processo que decorre sem alarido, a PGR decidiu notificar todas as empresas que prestaram serviços a este Gabinete para que submetam ao DNIAP, a copia e adendas de eventuais contratos que firmaram no passado com o GRN ou SONIP – Sonangol Imobiliária Propriedades. Está a ser também exigida a identidade dos responsáveis das mesmas empresas tais como copia de facturas e outros documentos equivalentes.

Segundo apurou o Club-K, tratam-se concretamente de empresas de fornecimento de material de construção, que prestaram serviços de transportes, apoio logístico, respeitante a empreitada de construção do projecto habitacional Zango 0, Kapari, Centralidade Kilamba, e outras, construídas com fundos provenientes do empréstimo da China.

Ao tempo o governo de José Eduardo dos Santos havia um ministério das obras públicas, liderado por Higino Carneiro. Porém, em Outubro de 2004, a Presidência Angolana criou o Gabinete de Reconstrução e Reabilitação Nacional, com funções equiparadas a “um ministério da construção paralelo”. Na sua definição oficial, as autoridades alegavam que o GRN tem como atribuição “promover, acompanhar e supervisionar a implementação de programas específicos no domínio da recuperação económica e social”. O seu diretor foi o general “Kopelipa”, porém, em Maio de 2010, foi nomeado um outro responsável, António Teixeira Flor muito ligado ao antigo chefe da Casa de Segurança.

A nível internacional, varias algumas publicações mundiais apresentavam o Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN) como um instrumento usado pela Presidência da República para controlar os fundos da linha de credito da China a Angola, destinados reconstrução do país.

Os fundos eram canalizados para as contas da China Internacional Fund (CIF), depois canalizados para o GRN, e de seguida para empresa privadas escolhidas por “Kopelipa”. O CIF é uma empresa privada registrada em Hong Kong em nome de angolanos (Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, Manuel Domingos Vicente, e Leopoldino Fragoso do Nascimento), o francês Pierre Falcone, e o cidadão chines Xu Jinghua “Sam Pa”.

As autoridades segundo fontes do Club-K, estão a analisar as transferências a nível externa envolvendo o GRN, possíveis praticas de lavagem de dinheiro feita em Portugal, que passaram as para contas de familiares ou amigos de “Kopelipa”, enquanto principal gestor deste gabinete de reconstrução nacional.

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