A Polícia Nacional de Angola informou, on-tem, em Luanda, que está a preparar mecanismos de segurança para os próximos eventos políticos no país, com o objectivo de garantir a protecção dos cida- dãos e das instituições que realizarem actividades nos termos da lei
A garantia foi dada pelo segundo comandante-geral da corporação, comissário-chefe Orlando Bernardo, durante uma conferência de imprensa sobre a actuação da corporação nos acontecimentos registados no Uíge, entre os dias 5 e 8 de Agosto, envolvendo o partido UNITA. Na ocasião, Orlando Bernardo assegurou que a actuação da corporação não será determinada pela filiação ou preferência política dos participantes, mas pela natureza das ocorrências, pelo grau de risco, ameaça e pelo cumprimento da Constituição e da lei. “A nossa comunicação foi clara, não distinguimos o A, o B ou o C.
O que nós fazemos é o cumprimento da Constituição e da lei”, afirmou. O responsável reiterou que a Polícia Nacional é uma instituição republicana e rigorosamente apartidária, cuja actuação não está subordinada a interesses políticos ou partidários. Orlando Bernardo rejeitou, por outro lado, qualquer tentativa de arrastar a Polícia Nacional para disputas políticas, defendendo que uma ocorrência policial deve ser analisada com base nos factos, nas circunstâncias concretas e no quadro legal aplicável, e não em narrativas políticas.
Segundo a corporação, a intervenção no Uíge ocorreu na sequência da aglomeração de militantes e apoiantes da UNITA num local que não havia sido autorizado pelas autoridades administrativas da província. De acordo com a Polícia Nacional, os responsáveis da referida formação política tinham sido informados em tempo oportuno sobre a indicação de um local alternativo para a realização da actividade. Orlando Bernardo explicou que a indicação de um local alternativo não significava, segundo a Polícia, o impedimento da realização da actividade, mas uma medida destinada a salvaguardar outros direitos e obrigações no espaço inicialmente pretendido.

