Terça-feira, Abril 16, 2024
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Polícia Nacional na Huíla preocupada com a qualidade investigação

Lubango – A Polícia nacional está empenhada na formação de quadros em matérias se investigação e acção penal. A exemplo os efectivos da Polícia na Huíla em formação sobre investigação criminal. A acção formativa teve início esta segunda-feira, na capital Lubango, segundo informou a imprensa o Delegado do Interior e Comandante da corporação, Comissário Divaldo Júlio Martins.     

Quarenta e cinco efectivos da Polícia Nacional participam de 27 de Julho a 10 de Agosto deste ano, no Lubango, da primeira fase de um curso de investigação criminal.

A acção formativa é uma iniciativa do Ministério do Interior e tem como objectivo munir os participantes de ferramentas que lhes ajudem no trabalho de investigação criminal, ordem pública e contra a propriedade.

Falando no acto de abertura da respectiva acção de formação, o delegado provincial do Minint na Huíla, comissário Divaldo Martins, destacou a importância do certame, pois vai permitir um serviço de investigação com melhor qualidade, em matéria de crimes.

O oficial disse que não é possível falar de formação de qualidade, sem potenciar conhecimento ou ferramentas indispensáveis para que os especialistas possam desenvolver os seus trabalhos com eficiência e sem sobressaltos, através dos meios tecnológicos à sua disposição.

“Desde 2014, a Polícia Nacional viu-se cortada de uma das suas principais actividades relacionadas com competências de investigar os crimes, foi operada uma mudança e a então direcção de investigação criminal, actual SIC, deixou de ser um órgão da Polícia Nacional e passou a ser um órgão do Ministério do Interior”, disse.

Acrescentou que a PN viu-se impedida formalmente de investigar os crimes, no sentido de descobrir os seus autores e encaminhá-los para os órgãos de justiça.

Informou que com o decreto 152 de 19 de Maio, que aprova o novo estatuto orgânico da PN, essa competência foi devolvida à PN, com a criação da direcção dos registos criminais e do departamento de ilícitos penais nos comandos municipais e os núcleos de investigação de registos penais nas esquadras.

Considerou, no entanto, que a fisiologia da corporação passa por efectuar uma formação de qualidade na perspectiva de que as esquadras tenham capacidades e competências de investigar crimes de natureza diversa na província.

Ainda esta segunda-feira, arrancou uma outra formação de efectivos sobre o Sistema de Informação Geográfica (SIG), onde participam 35 efectivos da Polícia Nacional, que visa contribuir para a aquisição de qualificações profissionais em recolha, tratamento e análise de dados geográficos.

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