POPULAÇÃO DO ICOLO E BENGO CONSOME ÁGUA IMPRÓPRIA E A FALTA DE FISCALIZAÇÃO DAS CASAS DE FILTRAÇÃO DA ÁGUA EM CALUMBO

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Numa altura em que Angola está ameaçada com o surto de cólera, no município do Calumbo na província do Icolo e Bengo, os cidadãos estão a consumir água sem tratamento que retiram dos mesmos poços onde bebem os animais. O bairro Santa Paciência, no Zango município do Calumbo vive essa realidade.
Para conseguir água as casas de filtração não tratam o precioso ligado de forma correcta e os cidadãos nessa província angolana de Icolo e Bengo, têm de percorrer cerca de uma hora. As pessoas lamentam e dizem que só não apanham doença por providência divina. Munícipes fazem grito de socorro
“Está mal. É no poço onde bebem os bois, é onde também bebem os porcos”, denunciou à DW uma cidadã inconformada com a falta de água adequada para o consumo humano.
O cidadão angolano relatava a situação de onde vem a água que a população está a consumir no Zango, no município do Calumbo, são retirada do rio kuanza que está próximo da zona.
As casas de filtração de água no Calumbo muitas delas não têm condições para o exercer essa actividade. Outro homem, que pede para não ser identificado, garante também que alguns camiões cisternas são a grande alternativa, “apesar de não ser seguro”, e diz que para se beber água em condições é preciso percorrer muitos quilómetros.
A polução está consciente dos riscos que acarretam consumir água inapropriada, mas dizem que não têm alternativas. É preciso caminhar cerca de 1h45 minutos a pé para conseguir água.
“Traz doenças. Mas como o rio é muito próximo o estado não consegue colocar a agua nas residências dos populares, preferimos ir a um local um pouco mais perto”, disse.
Problema de água potável
Os moradores confirmam que existe um projeto de fornecimento de água, mas não são todas as populações que beneficiam o precioso ligado. Por isso, pedem ao Governo que resolva a crise o mais rapidamente possível.
As casas de filtração de água em Angola têm um impacto significativo na saúde pública. Elas ajudam a melhorar a qualidade da água consumida, reduzindo a contaminação por agentes patogênicos e outros contaminantes. O uso de biofiltros, por exemplo, remove a cor, o cheiro e o sabor da água, além de eliminar a carga microbiológica, o que é crucial para a saúde pública. Essas soluções são especialmente benéficas para comunidades rurais, onde o acesso a serviços de saneamento adequados é limitado.
O projeto “Minha Água, Minha Vida” é um exemplo de como essas casas de filtração podem ser implementadas em todo o país, beneficiando famílias, escolas e centros de saúde. O biofiltro, por exemplo, é construído em betão e utiliza camadas de sílica para filtrar a água, removendo contaminantes e agentes patogênicos.
A implementação de casas de filtração de água é uma parte importante do esforço do governo angolano para garantir o bem-estar e a saúde da população, promovendo a conservação do meio ambiente e a educação sobre questões ambientais.

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