Os moradores e membros da comunidade Zango 3, no município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, pedem esclarecimento do caso Elisandro da Costa, que aconteceu recentemente, com base em provas e aguardam o pronunciamento oficial das autoridades competentes.
Por: Adelaida Paulino (Texto e Fotos)
A morte de Elisandro Roque da Costa, de 31 anos, continua a gerar forte comoção social e a mobilizar atenções entre familiares, amigos, vizinhos e membros da comunidade religiosa. O caso, que permanece sob investigação, tem sido marcado por versões divergentes e por um clima de expectativa quanto ao esclarecimento dos factos pelas autoridades competentes.
No centro das suspeitas levantadas por familiares da vítima, encontra-se, Victor Roberto João Barreto, de 28 anos de idade, apontado por alguns parentes do malogrado como presumível mandante do crime. Contudo, até ao momento, não foi tornada pública qualquer decisão judicial que atribua responsabilidades de forma definitiva, razão pela qual o caso continua a exigir apuramento rigoroso e imparcial.
Vizinhança apresenta versão diferente
Em declarações recolhidas junto de moradores da zona do zango 3, que solicitaram anonimato por receio de represálias e exposição pública, surgem relatos que divergem das acusações dirigidas a Victor Barreto.
Segundo estas fontes, o jovem não terá qualquer envolvimento na morte de Elisandro, defendem que a opinião pública deve aguardar pelos resultados das investigações antes de formular conclusões. Para os moradores, a dor provocada pela perda de um ente querido, não deve dar lugar a acusações sem sustentação probatória.
“É importante que a verdade seja apurada pelas autoridades competentes. Ninguém deve ser condenado com base em suspeitas ou comentários”, referiu uma das fontes ouvidas.
As informações carecem ainda de uma fonte oficial
De acordo com relatos obtidos junto da comunidade, Elsandro teria sido encontrado no interior do quintal pertencente ao acusado, alegadamente na posse de diversos materiais, entre os quais fita adesiva, máscara, luvas, álcool e outros objectos.
Apesar dessas informações, circularem ainda entre os moradores da área, não existe até ao momento qualquer confirmação oficial das autoridades que permita validar tais argumentos. Especialistas em matéria criminal recordam que apenas o trabalho técnico de investigação poderá determinar o significado e a relevância desses elementos para o processo.
Reputação e testemunhos da comunidade
Entre pessoas que convivem de perto com Victor Barreto, o jovem é descrito como um cidadão pacífico, dedicado à família e profundamente ligado à vida comunitária e religiosa.
A fonte da comunidade Católica, afirma que sempre o conheceram como uma pessoa de uma conduta exemplar, respeitadora e comprometida com valores de solidariedade, convivência harmoniosa e serviço do seu próximo. Segundo os mesmos testemunhos, o perfil habitualmente associado ao jovem, é contrasta com que ele realmente é. Essas acusações que tem sido alvo nas últimas semanas, não o dizem respeito, frisou a fonte.
Ainda assim, os próprios entrevistados reconhecem que cabe exclusivamente às autoridades determinar os factos e eventuais responsabilidades, caso existam.
Apelo à responsabilidade e à presunção de inocência
Face à sensibilidade do caso, familiares, vizinhos e membros da comunidade apelam prudência na divulgação de informações e à responsabilidade no tratamento público do assunto.
A fonte que estamos a citar, pedido respeito simultânea a memória da vítima e os direitos fundamentais de todos os envolvidos, nomeadamente o princípio da presunção de inocência, consagrados pela legislação angolana e pelos princípios universais do Estado de Direito.
Comunidade aguarda esclarecimento das autoridades
Enquanto decorrem as diligências investigativas, permanece um sentimento generalizado de expectativa quanto às conclusões oficiais do processo.
A comunidade espera que as autoridades conduzam uma investigação séria, transparente e imparcial e capaz de esclarecer as circunstâncias da morte de Elsandro, identificar eventuais responsáveis e garantir que a justiça seja feita com base em factos comprovados.
O momento está marcado pela dor, consternação e por versões contraditórias, prevalece entre os moradores um apelo comum: que a verdade seja apurada com serenidade, que a justiça seja feita com rigor e que a dignidade de todas as pessoas envolvidas esteja preservada até ao completo esclarecimento do caso.

