Terça-feira, Abril 16, 2024
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Presidente liberiano George Weah admitiu ter sido derrotado nas eleições presidenciais e felicita adversário

O Presidente da Libéria, George Weah admitiu ter sido derrotado nas eleições presidenciais e felicita adversário. George Weah, é o primeiro líder africano a reconhecer uma derrota eleitoral sem conflito e sem derramamento de sangue. É um bom exemplo para se seguir nas outras nações africanas.
George Weah, admitiu a derrota e felicitou Joseph Boakai pela vitória nas eleições presidenciais de terça-feira à noite, enquanto o país aguarda a publicação dos resultados finais.
“Esta noite, o CDC [partido de Weah] perdeu as eleições, mas a Libéria ganhou. Este é um momento de elegância na derrota”, afirmou Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.
“Os resultados anunciados esta noite, embora não sejam definitivos, indicam que Boakai tem uma vantagem que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória”, disse Weah.
Os resultados publicados na sexta-feira pela comissão eleitoral, após contados os votos em mais de 99% das assembleias de voto, deram 50,89% a Boakai, de 78 anos, e 49,11% a Weah.
Depois de contados cerca de 1,6 milhões de boletins de voto, Boakai tinha uma vantagem de pouco mais de 28 mil votos. Esperava-se que cerca de 2,4 milhões de liberianos fossem às urnas na terça-feira, mas ainda não foi dada qualquer indicação sobre a taxa de participação.
Os observadores da UE e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar “largamente pacífico” da segunda volta das presidenciais.
No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado, que resultaram em “ferimentos e hospitalizações”.
Este foi o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.
Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer a violência pós-eleitoral.

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