SURTO DE FEBRE AFTOSA NA NAMÍBIA AMEAÇA PROVÍNCIA ANGOLANA DO CUANDO

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SURTO DE FEBRE AFTOSA NA NAMÍBIA AMEAÇA PROVÍNCIA ANGOLANA DO CUANDO

Há um surto de febre aftosa que está a afectar várias regiões da Namíbia, incluindo Zambezi, antiga Caprivi, junto à fronteira com a província angolana do Cuando, está a levar as autoridades sanitárias a reforçar as medidas de controlo e a restringir a circulação de animais. A situação aumenta o risco de propagação da doença para Angola e outros países vizinhos.

A redacção

A região namibiana de Zambezi, que faz fronteira com a província angolana do Cuando, está entre as zonas afectadas por um surto de febre aftosa que tem suscitado preocupação entre as autoridades sanitárias. A doença representa uma ameaça para a pecuária regional, devido à proximidade entre os territórios e à circulação transfronteiriça de animais.
De acordo com a edição Online do Novo Jornal, cita que além de Angola, a região de Zambezi faz fronteira com o Botswana, a Zâmbia e o Zimbabwe, o que aumenta o risco de propagação da doença na África Austral e reforça a necessidade de uma resposta coordenada entre os países afectados ou potencialmente expostos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa namibiana e numa reportagem da Al Jazeera, assinada pela jornalista Lisa Ossembrink, as autoridades veterinárias reforçaram as restrições à circulação de animais, sobretudo bovinos e suínos, numa tentativa de conter a disseminação do vírus.
Além de Zambezi, o Departamento dos Serviços Veterinários da Namíbia (DVS, na sigla em inglês) identificou a região de //Kharas, no sul do país, junto à fronteira com a África do Sul, como outra zona afectada.
Até 6 de Outubro, estavam confirmados laboratorialmente 129 casos em 17 explorações pecuárias, de acordo com os dados referidos no balanço das autoridades. A situação levou ao reforço da vigilância sanitária e à instalação de postos de controlo rodoviário para fiscalizar o transporte de animais.
Foi no âmbito destas acções de vigilância e controlo que as autoridades identificaram casos na região de Zambezi, aumentando a preocupação com uma eventual entrada da doença no território angolano, particularmente na província do Cuando.
Na região afectada, as restrições abrangem a movimentação de bovinos e suínos vivos, incluindo a sua comercialização em mercados, bem como o abate comercial e a circulação de produtos de origem animal abrangidos pelas medidas sanitárias.
As excepções aplicam-se aos animais destinados ao abate para exportação, desde que cumpram os requisitos específicos de quarentena, testagem e identificação estabelecidos pelas autoridades competentes.
Para conter o surto e reduzir os prejuízos económicos que a doença poderá provocar aos produtores namibianos e dos países vizinhos, as autoridades veterinárias iniciaram também uma campanha de vacinação.
A evolução da situação exige atenção redobrada das autoridades angolanas, sobretudo nas zonas fronteiriças do Cuando, através do reforço da vigilância veterinária, do controlo da circulação de animais e da cooperação sanitária com a Namíbia e os restantes países da região.

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