Terça-feira, Abril 16, 2024
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UNITA sugere “investigação independente” no caso Man Gena

A UNITA considera que o cidadão angolano Gerson Eugénio Quintas, mais conhecido por “Man Gena”, extraditado de Moçambique e acusado dos crimes de roubo qualificado, abuso de confiança e ultraje ao Estado, não deveria ser investigado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), sendo este órgão um dos seus principais visados nas acusações sobre o alegado processo de tráfico de drogas. Sobre o seu regresso ao País, o partido do “Galo Negro” disse que “um avião comercial era suficiente”.

“Se não fosse a intervenção da UNITA, Man Gena” já teria sido extraditado no ano passado. Por isso, deveriam ser outros órgãos do Estado a investigar o Man Gena e não o SIC, para haver imparcialidade no caso, porque ele (Man Gena) acusa altos responsáveis deste ramo de estarem envolvidos no tráfico de drogas”, disse o líder do Grupo Parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, quando interrogado pelos jornalistas para comentar o assunto.

“Nós não estamos contra. O Man Gena deve responder pelas acusações feitas, mas queremos é que a justiça seja feita com transparência, o que não é o que acontece neste País”, acrescentou, salientando que “não era necessário utilizar o avião presidencial para trazer o cidadão Man Gena”.

“Um avião comercial era suficiente para trazer o Man Gena de Moçambique para Angola e não gastar muito dinheiro com avião presidencial”, referiu.

Refira-se que o Serviço de Investigação Criminal (SIC) confirmou a detenção do cidadão angolano Gerson Eugénio Quintas, mais conhecido por “Man Gena”, acusado de crimes de roubo qualificado, abuso de confiança e ultraje ao Estado.

A detenção aconteceu após a expulsão administrativa de Gerson Eugénio Quintas e sua família da República de Moçambique, por entrada e permanência ilegal naquele território.

O cidadão em causa já esteve presente ao Ministério Público para procedimentos legais e a sua mulher e filhos menores foram entregues à família.

Gerson Eugénio Quintas, em companhia da esposa e filhos menores, abandonou o território angolano, em 2023, depois da publicação de vários áudios e vídeos nas redes sociais contra o Presidente da República, membros do Governo angolano e oficiais generais e comissários.

Em Moçambique, procurou asilo, com a finalidade de dirimir ou fugir da responsabilidade criminal pelas infracções cometidas. Sem sucesso, Gerson Eugénio Quintas levantou-se contra as autoridades moçambicanas.

Uma vez expulso de Moçambique, ficou interditado de entrar em território moçambicano por um período de 10 anos, assim como a sua família. NJ

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