Após destruir o MPLA na forma tentada, João Lourenço quer agora ficar, para assistir de camarote o seu funeral!
Viver na ignorância é o sintoma mais amargo da perturbação mental, é o mesmo que navegar sem bússola no oceano de trevas espessas.
O antidoto que nos retira das espessas trevas, é a apelação ao conhecimento ligada a âncora do navegador, que o coloca corrige a rota certa a ser seguida.
Pretende-se aqui dizer, que o país, não pôde continuar à mercê da vontade de ignóbeis ignorantes políticos e idiotas úteis, feitos sabichões, que se revezam em torno do poder como carrapatos. Eles aspiram em tornar-se donos do partido, que, ao longo de 52 anos, subtraiu a autenticidade soberana do republicanismo em Angola, transformando o país, numa república das bananeiras.
Cabe agora a todo o angolano de bem, lutar contra os defensores do ignominioso atraso, que coloca em risco de Angola ser constitucionalmente transformada num reino parasitário.
Os angolanos na sua maioria assistem passivamente o frenético João Lourenço, costurar um poder unipessoal autoritário, se não houver qualquer reação contra os constantes ataques e atropelos contra a lei e a constituição, o MPLA e o presidente cessante, certamente continuarão a desmanchar estruturalmente os feitos republicanos, até que a destruir com êxito o país político, económico e social.
Por outro lado, a oposição caminha sem qualquer clarificação estratégica. Fica difícil entender o que a nova direção UNITA resultada do último congresso nos reserva. A UNITA é repleta de segredinhos nada convencionais não guardados com segurança, sobretudo no país, onde se requer abertura dialogante. Afinal, o que pretende a UNITA mostrar aos angolanos, quando apresentam aos angolanos um caso consumado com a visita sem agenda ao presidente da república?
Pareceu tratar-se de uma visita para dar sobrevida um nado quase morto.
Aliás, nos manuais da luta pela alternância do poder político, nenhuma oposição serve para se prestar, servir de guarda-chuva, nem tampouco para andar a reboque da vontade de um qualquer ditador infame.
A maioria do povo tem a clareza de que o presidente cessante do MPLA está perdido e sem chão para caminhar garbosamente. Ninguém observa a existência de capilaridade e capacidade condutora comprovada, que permita o presidente cessante do MPLA, para continuar a liderar o MPLA, menos ainda para se manter na Cidade Alta como presidente da República.
Daí a dificuldade de se entender a motivação da liderança da UNITA em se deixar usar como mote de distracção do tirano.
É claro que não vou navegar fundo, tão-pouco buscarei esclarecimentos a respeito junto da direcção da UNITA, que tem o direito de fazer o que bem entender do seu espólio político.
O país vai ter de mudar de vida, quer o MPLA queira ou não, o país vai sair das cordas e vai mudar de rumo, ninguém mais tolera as arbitrariedades do MPLA.
João Lourenço vai ter que ser empurrado para fora da presidência do MPLA, também terá de ser colocado longe da presidência da República. O angolano há muito perdeu a fé no MPLA.
Nada mais se pode esperar desse partido, não há futuro para o povo enquanto João Lourenço estiver no poder.
É inacreditável, mas é verdade: o país caminha à deriva, rumo a lado nenhum. Já dizia Santo Agostinho: crê para entender, e entende para crer.
Assim sendo, torna-se imprescindível que o país político, a cidadania em geral, jamais esqueça as idiossincrasias praticadas pelo presidente da República nos nove anos da sua presidência totalitária.
João Lourenço diminuiu severamente o país, implementou políticas públicas insignificantes, fragilizou a economia, não iniciou a diversificação económica, engordou a dívida interna e externa, tornando o país economicamente idêntico a uma república de mendigos.
Ficou ainda demonstrado o seu total despreparo para continuar presidente de todos os angolanos, e, sobretudo, enganou, mentiu sem vergonha, só para fugir das autarquias como o diabo foge da cruz.
O MPLA e o seu presidente gozam hoje de total descrédito por parte da militância do partido no poder e do povo em geral.
O partido-Estado está hospitalizado, internado nos cuidados intensivos, condenado a respirar por aparelhos.
Se o presidente João Lourenço persistir na teimosia de produzir a gigantesca fraude para se manter presidente do partido, o país do MPLA entrará vertiginosamente no universo da irracionalidade política.
A militância séria e honesta não pôde permitir que João Lourenço insista ser presidente de quem não o aceita no cargo.
Os mais velhos e os jovens não contaminados pelo autoritarismo, devem ajudá-lo a perceber que se tornou um elemento tóxico para o partido.
O presidente cessante transformou-se voluntariamente numa persona non grata no MPLA e também no contexto das múltiplas nações que compõem o vasto tecido da nossa angolanidade.
Aconteça o que acontecer, caso o presidente cessante prossiga com a fraude desenhada, o MPLA jamais será o mesmo. Sairá dessa contenda um partido desnutrido e muito enfraquecido e bem magrinho.
O que significa afirmar, que o MPLA não terá como concretizar a fraude eleitoral sem que seja apanhado, neutralizado e responsabilizado.
João Lourenço tem pecado insistentemente por concupiscência na gestão da coisa pública e na pacificação dos espíritos. O intervencionismo directo e consciente de João Lourenço no congresso não é aceitável.
Pois se sabe, que o grande propósito dele, é inviabilizar as candidaturas múltiplas até às últimas consequências.
Tudo isso para impossibilitar a tão requerida mudança interna no MPLA.
Se esse altruístico propósito não fosse de relevante grandeza, a verdade seria risível, e creio que ninguém no MPLA riria da situação. Porém, tenho a coragem de copiosamente rir do limite imposto.
Apesar da realidade existencial no seio do «lourencismo», ter como regra fundamental a obliteração de tudo e de todos que contestem a vacatura do seu mestre-sala.
É importante não claudicar e entender que Angola, não vive apenas um momento de crise inoportuna, o país segue vertiginosamente em direção ao abismo.
A cidadania tem de estar atenta e estancar a sangria arregimentada no seio da sociedade extra MPLA, é preciso que se imponha a maior derrota aos detratores da lei, da constituição e da verdade democrática.
É importante prosseguir com a luta contra os estratagemas do impoluto chefe do regime, é igualmente muito importante, que as fanfarronices demagógicas, o populismo e toda sorte de mentiras e enganos, sejam para sempre extirpadas do seio da nossa ação cidadã.
Estamos juntos
Raúl Diniz

