DETIDOS DOIS RESPONSÁVEIS MUNICIPAIS POR ALEGADO DESVIO DE FUNDOS DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

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Responsáveis são suspeitos de lesar o Estado através do Programa de Alimentação Escolar. Defesa contesta as acusações e garante que irá provar a inocência dos arguidos.
O administrador municipal adjunto de Calucinga para o sector económico e financeiro, Basílio Cassoma, e o director municipal do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE), Aurélio Nanga, foram detidos no Bié por alegado envolvimento no desvio de mais de 30 milhões de kwanzas destinados ao Programa de Alimentação Escolar.
A detenção dos dois responsáveis ocorreu na segunda-feira, 3 de Agosto, no município de Calucinga, em cumprimento de mandados emitidos pelo Ministério Público, no âmbito de uma investigação sobre alegadas irregularidades na gestão de fundos públicos afectos ao programa.
Segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Bié, os dados preliminares recolhidos durante a investigação indicam que os dois gestores públicos terão actuado de forma concertada com empresários prestadores de serviços de alimentação escolar, causando um alegado prejuízo superior a 30 milhões de kwanzas aos cofres do Estado.
De acordo com as autoridades, os suspeitos terão recorrido às funções que exerciam para favorecer interesses particulares no âmbito da execução do Programa de Alimentação Escolar, através de práticas que estarão agora sob investigação judicial.
Na sequência da detenção, os dois arguidos foram apresentados ao Ministério Público para os procedimentos legais e deverão responder, entre outros, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva, participação económica em negócio, recebimento indevido de vantagem e abuso de poder.
As autoridades judiciais prosseguem as diligências para apurar a eventual participação de outros intervenientes e determinar a extensão dos alegados prejuízos causados ao erário público.
Entretanto, a defesa dos arguidos rejeita as acusações. Em declarações à imprensa, o advogado de Basílio Cassoma e Aurélio Nanga afirmou que irá demonstrar a inocência dos seus constituintes, sustentando que o processo resulta de um mal-entendido.
O caso continua sob investigação e caberá às autoridades judiciais competentes determinar as responsabilidades dos envolvidos, no respeito pelas garantias legais e pelo princípio da presunção de inocência.

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