Os partidos políticos nunca aceitam os conflitos que estão mergulhados, a titulo de exemplo o BD que desmentiu recentemente a crise interna e o suposto reforço da consolidação da FPU.
Os partidos políticos angolanos, estão doentes ideológica e organizacionalmente sem sucesso mobilizativo as suas políticas não funcionam e a falta de cabos eleitorais fragiliza qualquer organização partidária excepto o MPLA e a UNITA, os dois maiores partidos que dominam o nosso mosaico política angolano. Os demais partidos políticos estão a mercê não possuem meios suficientes para trabalhar nas comunidades apenas estão à espera do próximo pleito para angariar previsto para 2027.
O Bloco Democrático (BD) ao desmentir informações que apontam a alegadas dificuldades políticas e jurídicas da organização no quadro das eleições gerais previstas para 2027, reafirmando a sua instabilidade interna do partido e falta de comprometimento na consolidação da Frente Patriótica Unida (FPU).
PRA-JA SERVIR ANGOLA VERSO PARTIDO LIBERAL -PL
Numa nota de esclarecimento divulgada pelo Secretariado Nacional, o partido considera “categoricamente falsas” as interpretações segundo as quais estaria a enfrentar um cenário de isolamento político, recusas de potenciais parceiros ou riscos de extinção jurídica.
Segundo o documento, o BD mantém uma estratégia política “perfeitamente delineada” pelos seus órgãos soberanos e rejeita aquilo que descreve como uma campanha de especulação e desinformação em torno do futuro da organização.
“Ao contrário do que determinados sectores tentam propalar, o Bloco Democrático é uma instituição política madura, estável e plenamente preparada para os desafios políticos futuros”, refere a nota.
O partido esclarece ainda que as discussões em curso no âmbito da terceira fase dos Encontros de Unidade para a Alternância Democrática têm como principal objectivo o reforço e a institucionalização da Frente Patriótica Unida, através da sua eventual transformação numa coligação eleitoral formal, em conformidade com a Lei dos Partidos Políticos.
De acordo com o Secretariado Nacional, o diálogo entre as forças da oposição e organizações da sociedade civil continua a decorrer num ambiente de “consenso, respeito mútuo e convergência estratégica”, contrariando leituras que apontam para fracturas internas no espaço político da oposição.
Na mesma comunicação, o Bloco Democrático manifesta preocupação com aquilo que considera serem práticas de desinformação promovidas por determinados analistas e canais de comunicação, acusando-os de privilegiar a especulação em detrimento do rigor jornalístico.
“O jornalismo exige isenção, imparcialidade e apego rigoroso aos factos”, sustenta o partido, apelando a uma cobertura mediática mais responsável e ética no tratamento das matérias políticas relacionadas com a oposição angolana.
O BD reafirma igualmente total abertura para prestar esclarecimentos aos órgãos de comunicação social, garantindo disponibilidade institucional para colaborar com jornalistas e profissionais da imprensa que actuem com rigor deontológico.
A posição surge numa altura em que se intensificam os debates políticos em torno das alianças e estratégias da oposição angolana com vista às eleições gerais de 2027, particularmente no seio da Frente Patriótica Unida, plataforma criada para congregar diferentes sensibilidades políticas e cívicas em torno da alternância democrática no país.

