Os grandes processos de transformação económica não acontecem por acaso. São o resultado de uma visão estratégica, de políticas públicas consistentes, de liderança política determinada e da capacidade de transformar planos em resultados concretos. É precisamente neste contexto que o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) se afirma, hoje, como um dos mais relevantes instrumentos de política económica de Angola e um dos principais pilares da estratégia nacional de diversificação económica.
Durante décadas, a economia angolana permaneceu excessivamente dependente do sector petrolífero, tornando-se vulnerável às oscilações dos mercados internacionais. A necessidade de diversificar a base produtiva, fortalecer a indústria nacional, aumentar a produção agrícola, estimular o empreendedorismo e criar emprego sempre constituiu um desafio estratégico para o país.
Foi precisamente para responder a este desafio estrutural que o Executivo Angolano concebeu e implementou o PRODESI, um programa que deixou de ser apenas uma intenção política para se tornar numa realidade económica com resultados cada vez mais evidentes.
Os números mais recentes confirmam que a estratégia está a produzir efeitos concretos.
No segundo trimestre de 2026, os desembolsos destinados ao financiamento da produção nacional atingiram 70,172 mil milhões de kwanzas, contra 26,966 mil milhões de kwanzas registados no mesmo período de 2025, representando um crescimento impressionante de 160,3%.
Mais importante do que o crescimento absoluto dos desembolsos é a qualidade da sua distribuição.
Cerca de 73,4% dos financiamentos foram dirigidos à indústria transformadora, sector considerado internacionalmente como o principal motor da criação de valor acrescentado, da industrialização e do desenvolvimento económico sustentável.
A agricultura absorveu 10%, a pecuária 12,5%, enquanto as pescas, aquacultura, comércio e serviços também receberam financiamentos estratégicos.
Esta distribuição demonstra claramente que o Executivo está a privilegiar sectores capazes de gerar riqueza, aumentar a produção nacional, reduzir as importações, reforçar a segurança alimentar e criar empregos permanentes.
Os resultados do PRODESI revelam igualmente uma importante mudança de paradigma na política económica nacional.
Durante muitos anos discutiu-se, sobretudo, a necessidade de apoiar o sector privado. Hoje, mais do que discursos, existem mecanismos concretos de financiamento que permitem transformar projectos empresariais em unidades produtivas, investimentos em capacidade industrial e ideias em oportunidades de negócio.
É precisamente aqui que importa reconhecer o trabalho meritório desenvolvido pelo Ministério da Indústria e Comércio, e em particular pela actual direcção, que tem assumido um papel determinante na coordenação das políticas de industrialização, na promoção da produção nacional, no incentivo ao investimento privado, no fortalecimento das cadeias de valor e na implementação efectiva das medidas previstas no PRODESI.
Os resultados hoje apresentados não surgem por acaso.
São consequência de um trabalho técnico consistente, da melhoria dos mecanismos de acompanhamento dos projectos, da articulação institucional entre diversos órgãos do Estado, da promoção da actividade empresarial e da criação de melhores condições para que o sector privado participe activamente no desenvolvimento económico nacional.
Importa igualmente reconhecer que o PRODESI vai muito além do financiamento.
O programa constitui uma verdadeira plataforma de transformação estrutural da economia angolana.
Cada fábrica financiada representa novas oportunidades de emprego.
Cada projecto agrícola apoiado representa maior segurança alimentar.
Cada indústria instalada significa menos importações.
Cada empresa fortalecida representa maior arrecadação fiscal.
Cada investimento produtivo contribui para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB), estimular as exportações e dinamizar as economias locais.
Por isso, os impactos positivos do PRODESI estendem-se muito para além dos indicadores financeiros.
O programa fortalece o tecido empresarial nacional, estimula o empreendedorismo, cria novas oportunidades para os jovens, promove o desenvolvimento regional e contribui para reduzir as assimetrias económicas entre as províncias.
Num contexto internacional marcado por incertezas económicas, conflitos geopolíticos, inflação e perturbações nas cadeias globais de abastecimento, possuir uma economia mais diversificada deixou de ser apenas uma opção estratégica para se transformar numa verdadeira necessidade nacional.
Neste aspecto, Angola está a construir bases mais sólidas para o seu futuro económico.
Naturalmente, continuam a existir desafios importantes.
Será necessário continuar a melhorar o ambiente de negócios, aumentar a produtividade, reforçar a competitividade das empresas nacionais, expandir o acesso ao crédito, acelerar a formação de capital humano especializado e promover uma maior integração entre agricultura, indústria e comércio.
Mas os resultados alcançados demonstram que o país está a caminhar na direcção certa.
O crescimento de 160,3% no financiamento da produção nacional constitui um sinal inequívoco de confiança na economia real e uma demonstração de que as políticas públicas começam a produzir efeitos concretos sobre o investimento produtivo.
Este desempenho deve igualmente servir como sinal positivo para empresários, investidores nacionais e estrangeiros.
Quando o Estado cria instrumentos eficazes de apoio à produção, melhora as condições para o investimento e mantém uma estratégia consistente de diversificação económica, aumenta naturalmente a confiança dos agentes económicos.
E confiança é um dos activos mais importantes para qualquer economia.
O sucesso do PRODESI deve também ser entendido como uma mensagem de esperança para os jovens empreendedores angolanos.
Hoje existem maiores oportunidades para investir, produzir, inovar e participar activamente na construção da nova economia nacional.
A aposta na produção nacional não beneficia apenas as empresas; beneficia igualmente os consumidores, os trabalhadores, as famílias e o próprio Estado.
À medida que Angola produz mais, importa menos, exporta mais, arrecada mais receitas, cria mais empregos e fortalece a estabilidade macroeconómica.
Esta é precisamente a lógica das economias modernas que conseguiram transformar os seus recursos naturais em desenvolvimento sustentável.
Se o actual ritmo de implementação das políticas económicas for mantido, e se continuar a existir coordenação entre o Executivo, o Ministério da Indústria e Comércio, o sistema financeiro e o sector privado, é legítimo perspectivar que o PRODESI continuará a consolidar-se como um dos maiores programas de desenvolvimento económico da história recente de Angola.
Nos próximos anos, o país poderá assistir ao fortalecimento da indústria transformadora, ao aumento da produção agrícola, à expansão das exportações não petrolíferas, ao crescimento do emprego formal e à redução gradual da dependência do petróleo, consolidando um modelo de crescimento mais resiliente, inclusivo e sustentável.
Mais do que um programa governamental, o PRODESI tornou-se uma verdadeira estratégia nacional de transformação económica.
Os resultados já alcançados demonstram que quando existe visão, liderança, continuidade das políticas públicas e compromisso institucional, é possível transformar desafios em oportunidades e construir uma economia mais forte, mais diversificada e preparada para o futuro.
O momento exige, por isso, confiança, perseverança e compromisso colectivo.
O Executivo tem demonstrado, através dos resultados, que a diversificação económica deixou de ser uma promessa para se afirmar como uma realidade em construção.
Cabe agora ao sector privado continuar a investir, aos empreendedores aproveitar as oportunidades existentes e à sociedade angolana acreditar que o desenvolvimento sustentável se constrói com trabalho, produção, inovação e confiança nas políticas que geram resultados.
O PRODESI é hoje muito mais do que um programa económico. É um símbolo da capacidade de Angola produzir mais, crescer melhor e construir, com bases sólidas, a economia próspera que os angolanos aspiram para as próximas gerações.

