SAPALO ANTÓNIO ACUSA MPLA DE TRAVAR LEGALIZAÇÃO DO PVD POR RAZÕES POLÍTICAS
O presidente do projeto político Partido para a Verdade e Estabilidade para o Desenvolvimento (PVD), Sapalo António, acusa o MPLA de estar por trás da rejeição do pedido de legalização da formação política pelo Tribunal Constitucional (TC). Em conferência de imprensa, o político afirmou que o partido cumpriu todos os requisitos legais e considerou que a decisão teve motivações políticas.
Francisco Mapanzu
Durante a conferência de imprensa, o líder do partido, Sapalo António defendeu que o PVD reuniu todas as condições exigidas por lei, incluindo as subscrições necessárias, e alegou que a rejeição do pedido resulta do receio do regime perante o surgimento da formação política.
“O PVD reuniu todas as condições, nos termos da lei, as subscrições todas, indiscutivelmente. Não é porque o PVD chumbou, o PVD foi chumbado porque o regime sentiu-se ameaçado com o surgimento do PVD, tendo em conta a coerência, a capacidade, a missão, a visão estratégica do líder sobre Angola”, afirmou.
O líder do projeto político considera que o surgimento do PVD representa uma ameaça ao atual poder e acusa o regime de exercer influência sobre as instituições do Estado, incluindo o Tribunal Constitucional.
“O Tribunal Constitucional é um instrumento que eu considero já um instrumento de delinquência institucional do regime. A única solução é, a partir do TC, inviabilizar o PVD, não por falta de requisitos, mas apenas por máfia do regime”, declarou.
Apesar da rejeição do pedido de legalização, Sapalo António assegurou que o projeto político mantém os seus princípios e objetivos, sublinhando que a decisão do Tribunal Constitucional não compromete as convicções dos seus apoiantes.
“Eles chumbaram o PVD, para nós o PVD não está chumbado, a nossa mentalidade, a nossa consciência, as nossas convicções não foram chumbadas”, afirmou.
Sapalo António reiterou ainda que a sua missão política passa pela transformação de Angola num país verdadeiramente democrático e pela reforma das instituições, defendendo a necessidade de pôr fim ao domínio político do MPLA.
O político anunciou, por outro lado, que deverá tornar público, em breve, o posicionamento do grupo sobre os próximos passos da sua intervenção política.

